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De esposa descartada a rainha romance Capítulo 111

Aella virou até a última página e assinou seu nome.

Tyrone recolheu os papéis e tirou a caneta da mão dela.

Ele chegou a sentir o leve tremor em seu braço quando seus dedos roçaram a pele dela.

Deu um passo à frente e a puxou com suavidade para seus braços.

Não disse nada. Não se mexeu. Apenas a segurou em silêncio, como amantes depois de anos separados.

Aella permaneceu rígida contra ele, insensível ao calor de seu peito.

Os lábios dela se entreabriram, mas nenhum som saiu.

A partir de agora, ela não seria mais sua paixão de infância, nem sua esposa, nem sua amante, apenas a Sra. Winter.

Ela precisava ser obediente, compreensiva e cautelosa.

Não podia chorar, e não podia fazer escândalo.

Precisava preservar a dignidade de Tyrone enquanto suportava em silêncio a presença de Zera e Orson.

A partir daquele dia, ela não passaria de um escudo, uma fachada para a reputação dele.

“Vou preparar um banho para você”, disse Tyrone, rompendo o torpor dela.

Ele a levou ao banheiro. Depois do banho, secou o cabelo dela e a carregou até a cama.

Naquela noite, felizmente, ele não fez nada além de segurá-la enquanto dormiam.

No quarto escuro, Aella ficou acordada, olhando para o teto.

Cada despertar vinha acompanhado de dor.

Agora ela finalmente entendia.

Crescer significava perder a pessoa que um dia foi.

Ela mal dormiu. Ao amanhecer, já estava de pé.

Miriam havia sido transferida para um quarto comum na noite anterior, então Aella precisava ir ao hospital.

Mas, quando tentou sair da cama, um braço envolveu sua cintura.

Tyrone, ainda meio adormecido, a puxou para perto e murmurou com a voz rouca: “Por que não dorme mais um pouco?”

Aella olhou para ele por um instante, depois saiu da cama.

Diante da pia dupla, os reflexos dos dois se encontraram no espelho.

Tyrone lhe estendeu uma escova de dentes, já com pasta.

Aella hesitou antes de pegá-la, com seu rosto inexpressivo.

Três anos de casamento, e ela já tinha perco a conta de quantas vezes ele repetiu aquilo, apertando a pasta, entregando a toalha, pequenos gestos que um dia a fizeram se entregar ainda mais a esse casamento.

Ela demorou no banheiro antes de finalmente sair.

“Estou saindo”, ele murmurou, com a voz baixa junto ao ouvido dela.

Ela ergueu o olhar e encontrou o dele. “Por que me avisar? Esta é sua casa, pode entrar e sair quando quiser.”

Quanto mais ela empurrava, mais forte ele a segurava. “Aella”, disse em voz baixa: “Você voltou por vontade própria. Se eu tiver que ficar te lembrando do que isso significa, então qual é o sentido?”

Ela congelou.

Desde o primeiro dia do casamento, foi ela quem se agarrava a ele, pedindo um beijo pela manhã e outro à noite.

No fim, era sempre ela quem se aproximava.

Pálida e trêmula, ela encontrou o olhar dele. “Não precisa fazer isso. Vá até Zera. Não vou interferir mais.”

O olhar dele escureceu, examinando o rosto dela.

“Zera é Zera”, disse com calma. “Você é você. Preciso mesmo explicar?”

Aella baixou os olhos.

A respiração de Tyrone ficou mais pesada. Ele apertou o abraço, um braço em torno da cintura dela, o outro atrás de sua cabeça, prendendo-a por completo.

O beijo veio intenso. Era faminto, desesperado e terno, mas também brutal, como se quisesse apagar qualquer traço de distância entre eles.

Só quando Emma bateu de leve à porta ele a soltou, a contragosto.

O peito dele subia e descia com força, sua respiração era irregular e ofegante.

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