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De esposa descartada a rainha romance Capítulo 345

Aella fitou Tyrone intensamente, incapaz de acreditar no que ouvia.

Sua voz saiu firme: "Quero que jure. Jure que nunca mais vai me incomodar nem a minha família. Jure que nunca fará mal a ninguém ao meu redor. Jure que nunca mais chegará perto de mim pelo resto da sua vida."

Depois que ela falou, ficaram em silêncio por quase um minuto.

O ar ficou pesado, quase congelado.

A visão de Tyrone se turvou ao encará-la. Lentamente, ele fechou os olhos e assentiu com toda a força que tinha.

Lágrimas escorreram por seu rosto. Ele segurou a mão de Aella com uma das mãos e ergueu a outra bem alto.

Sua voz tremia enquanto jurava:

"Juro pela minha vida. Não vou mais perturbar você nem sua família. Não vou ferir ninguém ao seu redor."

Sua voz se quebrou de emoção.

Ele parou, olhando para Aella, esperando que ela o impedisse.

Mas tudo o que ela disse foi: "Continue."

Uma dor aguda torceu o peito de Tyrone. Seu corpo tremeu e ele cambaleou um passo para trás.

Ele encarou os olhos frios e firmes dela e disse, com a voz despedaçada: "Juro que nunca mais vou me aproximar de você. Se eu quebrar esse juramento, que eu morra da forma mais cruel."

O silêncio voltou a preencher o ambiente.

Eles se olharam por muito tempo, até que Aella finalmente desviou o olhar.

Ela caminhou silenciosamente até a mesa de jantar e sentou-se.

Tyrone segurou-se no corrimão, o corpo curvado, observando-a comer em silêncio. Seu peito doía tanto que mal conseguia respirar.

Mesmo que ela nunca o perdoasse, mesmo que nunca mais pudesse estar perto dela, ele ainda a protegeria com a própria vida.

Depois de ficar ali parado por muito tempo, Tyrone finalmente se juntou a ela à mesa.

Sentou-se à sua frente, observando-a comer em silêncio.

Vendo o quanto ela estava concentrada, ele pegou a colher e tomou um gole de canjiquinha.

O amargor se espalhou pela boca. Forçou-se a engolir.

A canjiquinha estava amarga — como aquele momento.

Sua mão tremia em torno da colher.

"Vou me trocar", ela disse suavemente. "Termine o café da manhã com calma."

Aella se levantou e subiu para arrumar as coisas. Tyrone levantou-se devagar e a seguiu.

Dez minutos depois, saíram lado a lado da casa, em silêncio, caminhando em direção ao helicóptero.

O som das pás girando preenchia o ar. Ao ouvi-lo, Aella finalmente relaxou um pouco.

Tyrone era um homem que sempre colocava o lucro em primeiro lugar.

Ela sabia que ele não perderia muito tempo ali com ela.

Sua voz era baixa, como se falasse consigo mesmo.

A luz da manhã se derramava pela praia.

Tyrone, de camisa branca, segurava Aella, de vestido branco, nos braços. Ele tentava conter o choro, mas os ombros tremiam.

Alguns anos antes, numa outra manhã de verão, ele usara aquela mesma camisa branca. Aella vestira um vestido branco. Ele também a abraçara então, beijando-a de leve, cheio de amor e esperança.

Mas agora, por mais forte que o vento do mar soprasse, não podia trazer de volta o que eles foram um dia.

Aella se afastou devagar dos braços dele. "Vamos", disse baixinho.

Tyrone ficou atrás dela, olhando para suas costas, com os passos pesados como chumbo.

Nenhum dos dois disse mais nada.

Aella foi à frente. Tyrone a seguiu.

O sol da manhã se escondia no horizonte, alongando as sombras deles na areia. Duas sombras caminhavam lado a lado, mas nunca se tocavam.

Já no helicóptero, Aella recostou-se de olhos fechados, calma e serena.

Tyrone não conseguia desviar o olhar dela, nem por um segundo.

Horas depois, quando chegaram a Vleka, já era meio-dia.

O helicóptero pousou suavemente no aeródromo privado dos Winters.

Quando Tyrone e Aella desceram, as duas famílias correram para recebê-los.

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