Anna ainda se recusava a admitir que Zera era sua filha.
Ela tirou 30 mil dólares da bolsa e empurrou o dinheiro para Shirley.
— Shirley, somos família. Se eu tivesse dinheiro, sempre cuidaria de você.
O rosto de Shirley se iluminou ao ver o dinheiro, e ela já ia guardar, mas Daphne deu um tapa e fez as notas voarem.
Daphne disse:
— Tia Anna, se você e Zera entrarem para a alta sociedade, até uma bolsa qualquer vai custar um milhão. E você está dando só 30 mil para a Shirley? Acha que ela é mendiga?
Anna soltou uma risada irritada.
— Daphne, quem te disse isso?
Sim, ela estava esperando um filho de George, mas não tinha status oficial. O dinheiro que ele lhe dava para viver era segredo, escondido da esposa controladora.
Ela nunca teve nem uma bolsa de um milhão.
Shirley voltou a si e recusou na hora.
— Eu criei a Zera como se fosse minha filha todos esses anos. Dei comida, comprei roupas, paguei a faculdade. Você acha que pode me dispensar com esse trocado?
Daphne completou:
— Shirley tem razão. Se não pagar direito, amanhã mesmo vamos direto para a Mansão Hill procurar aquela ingrata da Zera!
Assim que Anna ouviu que elas pretendiam invadir a Mansão Hill, um medo gelado percorreu seu corpo.
Ela cerrou os dentes e tirou um cartão bancário.
Entregou para Shirley.
— Shirley, tem 300 mil nesse cartão. Fique com ele por enquanto.
Ela precisava acalmar as duas. Não podia deixar que causassem confusão na Mansão Hill.
Tentou apaziguar:
— Não deixem estranhos botarem coisa na cabeça de vocês. Se Zera fosse mesmo minha filha, por que eu a abandonaria?
— Sim, estou grávida de um homem rico, mas ainda não tenho título nenhum. Se vocês fizerem escândalo, tanto eu quanto Zera estaremos arruinadas. Vamos acabar sem nada. E vocês também não vão ganhar nada.
As palavras finalmente acalmaram Shirley e Daphne.
Mas Daphne não largaria uma oportunidade dessas.
— Não tente nos enrolar. Já temos provas.
Shirley logo acrescentou:
— Dou um mês para você. Primeiro, compre uma casa para seu sobrinho perto de uma escola de elite no centro e um carro decente. Depois, coloque as duas crianças numa escola particular de prestígio. Quanto ao que você me deve por tudo que perdi, vou te dizer quando calcular.
Anna quase explodiu.
— Shirley, eu ainda moro de aluguel. Como vou comprar casa e carro para você?
Shirley fez um gesto largo com a mão.
— Como? Peça para o seu ricaço. Ou mande sua filha pedir para os Hill. Se não conseguir nem o básico, não reclame quando a gente contar tudo.
Daphne disse:
— Tia Anna, temos provas de que você e Zera são mãe e filha. Nem pense em mentir. Não temos medo de nada. Se isso vier à tona, quem vai sofrer são vocês.
Ela olhou para o cartão na mão de Shirley, depois agarrou a prima e saiu puxando-a.
Anna viu as duas entrarem no prédio e, apavorada, virou-se e foi embora.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De esposa descartada a rainha
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