A posição sugestiva fez o corpo inteiro de Tyrone se retesar.
Quanto mais tentava afastar Aella, mais ela se agarrava a ele.
Os olhos de Tyrone brilharam em alerta. "Aella!"
Aella envolveu o pescoço dele com os braços, a voz num tom brincalhão e sedutor. "Quero te beijar, Tyrone..."
No instante em que ela disse "beijar"—antes mesmo de tocar seus lábios—Tyrone sentiu como se uma corrente elétrica percorresse seu corpo.
Ele usou o silêncio para sufocar a tempestade que rugia dentro de si.
Mas sua respiração irregular o traiu.
Ele a afastou com força e se levantou cambaleando, indo em direção à porta.
Se continuasse assim, nem ele podia garantir que conseguiria se controlar.
De repente, Aella se dobrou com um "ai" e caiu no chão, segurando o tornozelo e gemendo.
Ao ouvir o choro de dor, Tyrone parou e se virou. "Você se machucou?"
Aella soltou um gemido triste. "Você me empurrou tão forte. Torci o tornozelo. É tudo culpa sua."
Tyrone se abaixou e a pegou nos braços, levando-a para o quarto.
Ele a acomodou cuidadosamente na cama, mas Aella manteve os braços firmes em volta do pescoço dele, recusando-se a soltar.
Seu olhar era um aviso. "Solte. Preciso ver como está seu tornozelo."
Aella deitou de costas, ainda agarrada ao pescoço dele, e balançou a cabeça. "Quero minha recompensa."
Tyrone apoiou as mãos de cada lado dela.
Olhou fundo em seus olhos. "Qualquer coisa, menos o que você acabou de pedir. Diga o que quer e é seu."
Aella bufou. "Já tenho tudo que preciso. Só falta o seu amor."
Seus olhares se encontraram de perto. A certeza no olhar dela fez o coração de Tyrone disparar.
Ele lutou desesperadamente para controlar a inquietação dentro de si e forçou as mãos dela a se soltarem.
Aella sentou-se devagar enquanto Tyrone se afastava e se agachava para examinar o tornozelo dela.
Percebendo que ela estava prestes a pular nele de novo, Tyrone se levantou primeiro.
Ele sabia. Ela tinha fingido.
O tornozelo dela não estava machucado.
Ele lançou outro olhar de advertência.
Aella finalmente se comportou.
Ela se ajoelhou na cama e puxou a barra da camisa dele, a voz suave e suplicante. "Tá bom, sem beijo. Mas posso pelo menos ganhar um abraço?"
Seus movimentos eram cuidadosos, o tom doce, os olhos cheios de afeto esperançoso.
Tyrone não sabia como lidar com essa versão de Aella.
Ela inclinou a cabeça e insistiu. "Você já me abraçou um milhão de vezes desde que éramos crianças. Por que está tão estranho agora?"
Parado à beira da cama, Tyrone estendeu os braços e a puxou para si.
Aella se aninhou feliz contra o peito dele, envolvendo a cintura dele com os braços.
Esse tipo de intimidade—a proximidade de um casal—era algo que eles tinham compartilhado incontáveis vezes enquanto cresciam.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: De esposa descartada a rainha
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