No entanto, naquele momento, o policial responsável pelo caso saiu correndo atrás dela.
— Srta. Lívia, há uma coisa que você precisa saber.
— O quê? — Perguntou Lívia.
— Felipe fugiu do hospital. — O policial suspirou.
— Fugiu?! — Lívia se assustou.
— Sim. Enquanto fazia o raio-X, ele pulou pela janela e escapou. A polícia já está mobilizada para capturá-lo. Como há o risco de ele tentar se vingar, achamos melhor avisá-la. Até que ele seja preso, é importante que redobre os cuidados.
— Entendi. — Lívia apenas assentiu. Como o homem já tinha fugido, não adiantava dizer mais nada.
Enquanto dirigia de volta para casa, Lívia sentiu-se inquieta. E, tal como temia, ao chegar a um trecho mais deserto da estrada, uma van surgiu de repente e a fechou, obrigando-a a parar.
Inicialmente, ela ficou bastante nervosa. Mas então viu uma mulher descer da van com uma criança no colo, fazendo-lhe um gesto de desculpas.
Aparentemente, o veículo deles tinha quebrado. Lívia soltou um suspiro de alívio. Decidiu dar ré para contornar a van, mas havia uma lixeira atrás do carro.
Sendo assim, ela não teve escolha senão descer para empurrá-la. Mal abriu a porta, dois homens altos saíram da van, agarraram-na e a empurraram para dentro do veículo.
— Quem são vocês? Por que estão me agarrando? — Perguntou, tentando manter a calma.
— Você é a filha de Carlos Pinheiro, Lívia, não é?
O homem no banco do passageiro virou-se para encará-la. Tinha barba e uma cicatriz no lado esquerdo do rosto. À primeira vista, não parecia boa pessoa.
— Eu não sou filha de nenhum Carlos! — respondeu.
O homem tirou o celular, comparou a foto com o rosto dela e, em seguida, puxou do bolso um canivete. A lâmina reluziu ao ser aberta, aproximando-se lentamente do rosto de Lívia.
Foi então que viu um desenho na parede: uma menina encolhida num canto, olhando, apavorada, para uma fera devoradora à sua frente.
Era ali. O quarto onde, na infância, Carlos a trancava. A origem de todos os seus pesadelos. O lugar que mais temia, aquele para o qual jamais quis voltar.
O corpo de Lívia começou a tremer quase por instinto, como se tivesse voltado a ser a menina indefesa de antes, e a fera devoradora ainda estivesse ali, com a boca ensanguentada aberta, aproximando-se dela. Ela iria devorá-la. Mordida após mordida, até não restar nada.
Em pânico, ela correu até a porta e começou a esmurrá-la com força.
— Abram a porta! Abram agora! Deixem-me sair!
Ela não podia ficar ali. A fera ia devorá-la!
"Alguém me ajuda! Mamãe! Mamãe, venha me salvar!", ela pensou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: De um Casamento de Mentira ao Altar com um Ricaço: Agora Não Há Perdão
Quero mais capítulos...
Cadê os próximos capítulos?...
Amando está história, gosto da personagem principal, não ficou de coitadinha. Pós a fila andar!...
Aguardando atualização...
Previsão para atualização?...
Previsão de término?...
Por favor, terá atualização para este livro? Há previsão de termino?...