Ian levou um susto e, instintivamente, olhou pelo retrovisor para Viviane. Ela, por sua vez, abaixou a cabeça, com culpa, sem ousar responder.
— Alguns dias atrás, meu assistente dirigiu este carro. Provavelmente foi ele quem deixou alguém sentar no banco do passageiro. Vou repreendê-lo depois. — Ian fingiu estar descontraído.
— Sério?
— Quer que eu mande meu assistente te procurar amanhã e te explicar pessoalmente?
— Não precisa.
— Querida, você pode desconfiar de qualquer homem no mundo, mas não de mim, porque você é a que eu mais amo?
— A que você mais ama? Então você ama outra pessoa também?
— Me expressei mal, quis dizer que só amo você.
Lívia fingiu estar reconfortada, sorrindo, enquanto examinava o batom que segurava.
— Hum, essa marca é a que a Vivi sempre usa.
— É mesmo? — Viviane comentou, ainda um pouco desconfortável.
— Pois é, parece que a namorada do assistente Diogo tem muito bom gosto.
Quando chegaram ao condomínio de luxo onde Viviane morava, Lívia, desconfiada, pediu que Ian a levasse até o apartamento. Após os dois subirem, Lívia inclinou a cabeça e olhou pela janela de Viviane. Logo, as luzes se acenderam. Ela estreitou os olhos, imaginando o que os dois estavam fazendo lá dentro. Provavelmente estavam se abraçando para se acalmar, afinal, durante todo o caminho, ela os assustou, deixando ambos suando frio. Mas, para não levantar suspeitas, Ian não demorou e logo desceu.
No caminho de volta para casa, ao estacionarem na garagem, Lívia se virou e sentou-se no colo de Ian.
— Querido, há quanto tempo que não ficamos assim? — Disse ela, deixando os longos cabelos caírem sobre o rosto dele.
— Lili, eu te amo. — Ian segurou na cintura dela com as mãos, imediatamente tomado pela emoção.
— Eu sei.
A mão dele deslizou por baixo do vestido dela, mas, ao tocar a perna, foi agarrada por Lívia.

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