Entrar Via

Depois da Tempestade, Chegou Meu Sol romance Capítulo 673

Sem precisar abrir, apenas pelo tato, Késia pôde sentir que o envelope continha fotos.

Uma pilha grossa. Sob o olhar quase ansioso de Arnaldo, ela tirou as fotos.

Eram fotos de Demétrio.

Cada uma delas era chocante.

Aquele era um Demétrio que ela nunca tinha visto.

O fundo era um quarto de hospital de um branco desolador. Ele estava amarrado a uma cama, com os olhos injetados de sangue, encarando a câmera como um animal selvagem.

Médicos e enfermeiros se reuniam ao redor da cama, como se estivessem observando uma cobaia.

Mais abaixo, ele estava amarrado a uma cadeira de eletrochoque, o torso nu, coberto de cicatrizes de todos os tamanhos...

A mão de Késia tremia levemente.

Arnaldo pensou que ela estava com medo ao ver aquelas imagens.

Ele esboçou um pequeno sorriso, contendo sua satisfação, e explicou: “Antes de Demétrio voltar ao país, ele passou por um longo período de tratamento no exterior. Ele é um louco muito perigoso! Atacou a equipe médica várias vezes, era a pessoa mais perigosa de todo o hospital!”

Késia: “De onde você conseguiu essas fotos?”

“Isso não importa. O importante é que eu quero que você conheça a verdadeira face de Demétrio! Ele é um louco! Késia!”, Arnaldo disse em voz baixa. “Ele não é normal, já tomou uma grande quantidade de medicamentos proibidos, passou por eletrochoques, injeções, experiências de quase morte... Ele até participou de lutas clandestinas, não por dinheiro, mas apenas pela emoção!”

Arnaldo virou para uma foto de Demétrio em um ringue. Ele estava coberto de sangue, e o sangue encharcava seus olhos escuros e frios. Ele sorriu de forma sinistra, um sorriso louco e cruel.

Arnaldo, impaciente, tentou desmascará-lo: “Késia, você está vendo? Demétrio simplesmente não é uma pessoa normal!”

Késia fechou os olhos, esforçando-se ao máximo para controlar suas emoções.

Mas as imagens das fotos, sangrentas e vívidas, não saíam de sua mente.

Uma dor extrema precisava ser suprimida por outras dores extremas...

O corpo de Demétrio, quebrado e reconstruído, somado às frequentes coletas de sangue, transfusões, sendo usado como cobaia pela família Rodrigues.

Ele sentia muita dor.

“Késia, há mais algumas fotos, você precisa ver!”, Arnaldo, ansioso, mostrou-as a ela.

“...”, Arnaldo cerrou os dentes. Ele estava prestes a falar quando o celular em seu bolso tocou. Bufando, ele manteve o olhar fixo em Késia, recusando-se a soltá-la, enquanto pegava o celular com a outra mão.

Estando perto, Késia viu claramente o nome de uma mulher no identificador de chamadas.

— Helia Sampaio.

Ela sorriu sarcasticamente.

Arnaldo, quase em pânico, desligou a chamada.

“Ela é apenas uma nova funcionária que contratei.”, explicou ele.

Késia se livrou de sua mão, o rosto sem qualquer expressão.

“Se ela é sua funcionária ou sua amante, eu não me importo.”

Depois de alguns passos, Késia se virou para olhar para Arnaldo, que ainda estava parado no mesmo lugar.

“Vou dizer isso apenas uma vez. Se eu tiver a chance de me casar novamente nesta vida, de envelhecer junto de alguém, essa pessoa será apenas o Demétrio.”

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Tempestade, Chegou Meu Sol