Diana cerrou um pouco os olhos, ergueu seus belos dedos e retirou suavemente o papel.
Os empregados da casa ouviram o barulho e abriram a porta. Viram Diana segurando o pedaço de papel e, nervosos, olharam para o seu rosto.
Diana baixou os olhos, sem que a sua expressão pudesse ser lida.
— Senhora, você... voltou... — disse um empregado com cautela. — Foi a Srta. Xavier que insistiu em colar isso...
Diana recolheu o olhar com muita calma e de repente ouviu o som de coisas sendo quebradas lá dentro.
— O Enzo já voltou?
— Sim, ele voltou com a Srta. Xavier. Não sei o que deu na Srta. Xavier, mas assim que ela chegou, perdeu a cabeça de raiva...
Enquanto o empregado falava, Diana já tinha entrado na casa.
A atmosfera na sala era estranha. Os empregados ficaram parados dos lados, sem ousar falar. Enzo estava recostado no sofá de couro com uma cara fechada. O barulho de coisas quebrando vinha do andar de cima.
Zélia desceu correndo as escadas com pressa: — Senhor, a Srta. Xavier quer quebrar aquele ciclame que a senhora cuidou por muito tempo até vingar.
— Deixe ela quebrar. Desde que ela fique feliz, mas tem uma coisa, ela não pode se machucar.
Diana franziu as sobrancelhas.
O ciclame era a flor preferida da mãe dela. Inclusive, aquele vaso fora plantado por ela junto com os pais antes de desaparecerem.
Infelizmente, seus pais desapareceram antes que a semente germinasse e até hoje não tinham sido encontrados.
Diana havia levado aquele vaso de flor quando se casou com Enzo. O ciclame era difícil de cultivar. Diana aprendeu muito e pediu conselhos a muitas pessoas até conseguir fazer com que ele florisse. Alguns dias antes, ela tinha visto os primeiros botões da flor, que estavam prestes a desabrochar.
Naquele momento, um som forte de "bang" veio de cima.
Diana sentiu o coração apertar e lentamente cerrou os dedos que tremiam.
Enzo sabia o significado daquele vaso de flor para ela, e não hesitou nem por um segundo em permitir que Yasmin o destruísse para se sentir feliz.
— Voltou? — Ao ver Diana, Enzo apagou o cigarro. — Vem cá, tenho que te perguntar uma coisa.


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