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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 108

— Então, que tal eu encontrar outra forma de te amar? Pode ser? — Disse Cláudio, enquanto se aproximava ainda mais de mim.

Eu rapidamente o empurrei e retruquei:

— Dá para você ser um pouco mais maduro?

Cláudio parou de repente, me encarando com seriedade.

— Maduro? Tipo o Thiago?

Fiquei atônita por um momento, mal acreditando que ele tinha mencionado o nome de Thiago.

— Que besteira é essa que você está falando? — Perguntei, sem paciência, virando o rosto para olhar pela janela.

Cláudio insistiu:

— Ah, não leva a sério o que a vovó Joana disse antes, ela só estava brincando. Escuta, Thiago já passou dos trinta e nunca trouxe nenhuma mulher para casa. A gente desconfia que ele nem goste de mulheres, sabia? Então, nem perde seu tempo pensando nele. Vocês dois não combinam.

Eu massageei minhas têmporas, que começavam a latejar de dor, e respondi:

— Cláudio, será que dá para você ficar quieto por um momento? Para de falar essas coisas sem sentido!

Eu e Thiago mal nos conhecíamos. Havíamos trocado, no máximo, duas palavras. Como ele podia achar que eu estaria pensando algo assim?

Finalmente, chegamos ao meu condomínio.

Quando o elevador parou no meu andar, Cláudio tentou sair comigo, mas eu o empurrei de volta e apertei o botão para fechar a porta. Assim que entrei em casa, ouvi a voz dele ecoando pelo corredor:

— Débora, por que você está fugindo de mim?

A verdade é que eu tinha pressa em voltar para casa porque precisava resolver algo urgente: comprar um teste de gravidez.

Os enjoos frequentes e o atraso no meu ciclo menstrual estavam me deixando cada vez mais preocupada.

Por menor que fosse a chance, ela ainda existia.

Assim que cheguei, pedi um teste de gravidez pelo aplicativo de entregas.

Cerca de meia hora depois, o entregador chegou com o pedido.

Com os dedos tremendo, peguei o teste e fui direto para o banheiro.

Depois de fazer o teste, vi apenas uma linha aparecer no bastão. Finalmente, consegui respirar aliviada.

“Eduarda, será que você ficou tão obcecada pelo seu namoro que não consegue nem fazer o mínimo do seu trabalho?”

Liguei para Eduarda imediatamente, e ela atendeu rápido.

— Você viu minha carta de demissão? — Perguntei, indo direto ao ponto.

Eduarda respondeu:

— Tem certeza disso? Você realmente quer sair? Vou te lembrar de uma coisa: na sua idade, o melhor que você pode fazer é pensar em ter filhos. Além disso, com seu diploma apenas de graduação, não é fácil entrar em outra empresa. Não seja impulsiva.

Eu respondi friamente:

— Isso não é da sua conta. Só preciso que você aprove minha demissão e entregue minha documentação para o RH. Quero meu diploma e minha carteira de jornalista.

Eduarda ficou em silêncio por alguns segundos antes de responder:

— E se eu não aceitar? Estou precisando de gente no meu time. Mesmo se você quiser sair, poderia me ajudar até que eu consiga alguém para substituir você.

Eu não consegui segurar a indignação e retruquei:

— Como você tem coragem de dizer uma coisa dessas? Depois de armar para que Paulo tentasse me assediar, você deveria ter entendido que eu nunca mais vou trabalhar para você! Se sua equipe está desfalcada, isso é problema seu. De qualquer forma, não vai demorar para alguém perceber o tipo de chefe que você é: manipuladora, abusando do cargo. E quando perder seu posto, não vai ser nenhuma surpresa!

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