Augusto continuava sobre mim, sem se afastar. Seu nariz reto e bem definido quase tocava o meu rosto quando ele disse, com a voz baixa e calma:
— Você esqueceu que já se passou mais de um mês desde nossa última vida sexual? Agora já está permitido...
— Ma... Mas... — Eu gaguejei, com o rosto completamente vermelho, e soltei em desespero. — Minha menstruação chegou!
Só então Augusto parou seus movimentos.
Com medo de que ele não acreditasse, eu me apressei em completar:
— Sim, é verdade! Você não me viu no hospital de ginecologia aquele dia? Eu tomei os remédios que o médico receitou, e logo depois minha menstruação veio.
O rosto de Augusto demonstrou um leve descontentamento. Eu conseguia sentir, pela sua respiração pesada, um misto de frustração e insatisfação.
Ainda assim, ele se afastou e voltou para o seu lado da cama, sem me tocar mais.
Augusto vinha de uma família tradicional e rica. A educação impecável que recebeu sempre o impediu de forçar qualquer mulher a fazer algo contra a vontade dela. Ele simplesmente não precisava disso. Se quisesse, poderia ter qualquer mulher a seus pés.
Mesmo assim, aquela noite foi difícil para mim. Eu quase não consegui dormir. Em parte, pela preocupação com a saúde da minha mãe. E, em parte, pelo desconforto de estar dividindo a cama com Augusto. Cada célula do meu corpo parecia enrijecida.
...
Felizmente, a noite passou sem maiores incidentes.
No dia seguinte, assim que o céu começou a clarear, eu me levantei. Não queria ficar naquela cama por mais um minuto sequer.
Augusto ouviu os meus passos e também se levantou.
Ele tinha o hábito de ir à capela rezar às vezes, e, nesses dias, acordava às cinco e meia da manhã.
Depois de se arrumar, ele me disse:
— Vou passar uma hora na capela. Quando eu voltar, vamos juntos ao hospital.
— Tá bom. — Eu assenti com a cabeça.
Assim que ele saiu, eu terminei de me arrumar, desci as escadas e fui para o térreo.
Ao chegar à sala, dei de cara com Mônica e Laís.
Mônica me viu e ficou visivelmente surpresa. Ela me encarou, perplexa, e perguntou, quase sem pensar:
— O que você está fazendo aqui?
Augusto, ao perceber a situação, foi até a filha e a pegou no colo, tentando acalmá-la.
Mônica, ainda entre lágrimas, disse:
— Augusto, eu vim hoje para pedir desculpas em nome da minha mãe.
Augusto respondeu com um tom gentil:
— Já passou. O que sua mãe fez não é algo que você pudesse controlar. Eu sei que isso não tem nada a ver com você.
Mônica enxugou as lágrimas e, com um sorriso forçado, disse:
— Augusto, só o fato de você confiar em mim já faz qualquer sofrimento valer a pena. Eu já pensei em uma forma de ajudar a Débora a limpar seu nome. Não se preocupe, eu prometo que ela não vai carregar essa má reputação.
— Que forma? — Augusto perguntou, com um olhar preocupado. Era evidente que ele temia que Mônica acabasse se prejudicando.
Mônica balançou a cabeça e respondeu:
— Não se preocupe com isso. Você tem tantas responsabilidades na sua empresa, não deveria perder tempo com os problemas entre mulheres. Deixe isso comigo. Eu prometo que darei uma solução digna para Débora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...