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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 136

Assim que ele terminou de falar, senti meu coração subir para a garganta.

Eu respondi imediatamente:

— Não precisa, é só um problema antigo.

Augusto franziu a testa e disse:

— Você esqueceu o que o médico falou? Se isso persistir por muito tempo, pode virar algo mais sério, até mesmo câncer. Melhor verificar logo. Fique tranquila.

— Não precisa mesmo. Eu conheço meu corpo, estou bem.

Eu desviei o olhar dele e saí apressada do banheiro, com medo de que ele insistisse em me levar ao médico novamente.

Depois do jantar, voltei para o quarto de hóspedes com a intenção de tomar um banho. Mas, para minha surpresa, quando abri o guarda-roupa, percebi que todas as minhas coisas tinham desaparecido.

— Ana, onde estão minhas roupas de dormir? — Perguntei, confusa, ao sair do quarto.

Naquele momento, Augusto estava sentado no sofá da sala. Ele me olhou com naturalidade e disse:

— Pedi para a Ana colocar suas coisas de volta no quarto principal.

Eu o encarei, completamente chocada.

O rosto de Augusto permanecia inalterado, e ele explicou, com um tom calmo:

— Eu prometi que, quando Mônica e Laís fossem embora, você voltaria para o quarto principal.

Antes que eu pudesse responder, o celular dele começou a tocar. Era Felipe, atualizando-o sobre o cronograma dos especialistas.

— Tudo bem. Amanhã cedo eu a levo até lá. Garanta que todos os especialistas estejam no hospital. — Ele instruiu pelo telefone, com firmeza.

Enquanto Augusto falava ao celular, me lembrei das palavras de Felipe. Respirei fundo e me lembrei de que, naquele momento, não valia a pena irritar Augusto.

Por isso, acabei cedendo e fui com ele para o quarto principal.

Aquela suíte, que antes era tão familiar, parecia estranhamente vazia. As paredes, onde antes ficavam nossas fotos de casamento, agora estavam nuas, o que deixava o ambiente ainda mais frio.

Augusto também notou a ausência das fotos e perguntou:

— Ana disse que não encontrou as fotos de casamento no quarto de hóspedes. Onde você guardou?

Eu mantive meu rosto impassível e respondi:

— Você não disse que tinha medo de sua filha vê-las? Então, joguei fora.

Augusto já havia tomado banho em outro lugar. Agora, ele estava deitado, recostado na cabeceira da cama, usando um roupão de seda azul-escuro. Ele parecia relaxado enquanto olhava para a tela de um tablet com gráficos de ações.

A luz quente e suave do abajur destacava os contornos definidos de seu rosto, que, por um momento, pareciam mais suaves e menos frios.

Sem pensar muito, fui para o outro lado da cama e me deitei. No entanto, mantive uma boa distância entre nós, deitando-me bem na beirada.

Foi quando Augusto, inesperadamente, colocou o tablet de lado e inclinou o corpo na minha direção. Ele chegou tão perto que quase me envolveu com os braços.

Eu me assustei e o empurrei imediatamente.

— O que você está fazendo? — Perguntei, alarmada.

— Você é minha esposa. O que você acha que estou fazendo?

Ele inclinou a cabeça e depositou um beijo suave na lateral do meu rosto, descendo em direção ao meu lóbulo da orelha. Ele sabia que esse era o meu ponto mais sensível.

Meu coração disparou de pavor. Não era só porque eu estava grávida, mas porque, mesmo que não estivesse, jamais permitiria que ele me tocasse outra vez.

— Augusto, você se esqueceu do que disse? Que uma pessoa de fé deve evitar os excessos de luxúria? E que a vida sexual do casal deve se limitar a, no máximo, uma vez por mês?

Usei as próprias palavras dele para lembrá-lo de seus princípios.

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