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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 186

— A propósito, quando vamos resolver o divórcio? — Perguntei.

Augusto levantou os olhos lentamente para me encarar. Seu olhar era frio como gelo.

— Por que tanta pressa? Mesmo que a gente assine agora, o Cláudio não vai sair da cadeia, e vocês não vão conseguir seguir em frente.

Eu insisti:

— O divórcio é um problema entre mim e você. Quanto antes resolvermos, melhor para todo mundo!

Augusto abaixou o olhar para os curativos em suas costelas e respondeu com um tom preguiçoso:

— Você acha que, nesse estado, eu consigo ir ao cartório com você?

Eu me lembrei de quando perdi o bebê e fiquei ajoelhada na chuva, em frente à igreja, rezando pela "santa" dele. E agora ele estava reclamando de um machucado? No entanto, engoli as palavras que estavam na ponta da língua.

Até que Cláudio saísse dessa confusão, eu não podia provocar mais problemas.

Foi nesse momento que a enfermeira entrou com uma bacia de água morna.

Eu imaginei que ela e eu revezaríamos os cuidados com Augusto e, aliviada, já estava pensando em ir embora quando ouvi a voz baixa e sarcástica dele atrás de mim:

— Já esqueceu o que prometeu?

Antes que eu pudesse responder, Augusto se virou para a enfermeira e disse:

— Você pode ir. Não precisa mais voltar.

Eu me virei de repente, não conseguindo segurar a raiva:

— Augusto, não exagere! Nem quem está trabalhando merece ser tratado assim, muito menos obrigado a ficar disponível 24 horas por dia!

Augusto franziu a testa, descontente:

— Você deveria entender a situação. Nós ainda somos casados. Você não está trabalhando para mim, está cuidando do seu marido!

Marido? Essa palavra parecia estranha saindo da boca dele, quase como uma piada.

Eu respirei fundo, sem vontade de discutir mais, mas, antes que pudesse responder, o médico do plantão noturno entrou no quarto.

— O Sr. Augusto acabou de passar por uma cirurgia. As feridas não podem entrar em contato com água. Se ele quiser tomar banho, será necessário alguém cuidar disso e limpá-lo com cuidado. Além disso, ele apresentou febre após a cirurgia. É importante medir a temperatura dele a cada hora durante a noite e verificar se os curativos estão apresentando sangramento.

Eu me aproximei dele, peguei a toalha e molhei na água da bacia. Sem paciência, esfreguei a toalha no rosto dele com tanta força que parecia estar limpando uma panela queimada.

Ele percebeu o que eu estava fazendo, que essa era a minha forma de vingança, e, com um suspiro de frustração, tirou a toalha das minhas mãos.

— Sai daqui! — Ele ordenou, a voz baixa, mas cheia de irritação.

Eu não pensei duas vezes. Estava mais do que feliz em obedecer.

Enquanto Augusto continuava no quarto, limpando-se sozinho, eu me joguei no sofá da pequena sala ao lado e peguei meu celular para atualizar um dos meus romances.

De vez em quando, eu ouvia pequenos gemidos abafados vindos do quarto. Parecia que ele tinha puxado algum ponto enquanto tentava limpar as costas.

Não muito tempo depois, Ana chegou.

— Sra. Moretti, o Sr. Augusto pediu para eu trazer isso para a senhora. São roupas e itens de higiene pessoal.

Ana olhou para o sofá onde eu estava e perguntou, um pouco hesitante:

— A senhora vai passar a noite aqui? Dormir no sofá não é nada confortável.

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