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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 190

— Certo, já estou voltando.

Depois de desligar o celular, me lembrei de como eu costumava ser no passado. Se ele não quisesse comer, eu ficava mais preocupada do que ele, a ponto de querer passar fome junto com ele.

Mas agora? Hoje de manhã, quando cheguei em casa, cozinhei para mim mesma um pouco de macarrão e comi com o maior apetite! Nem me passou pela cabeça se Augusto tinha comido ou não.

Foi então que percebi: não importa o quão profundo seja o amor, um dia ele simplesmente acaba.

No caminho de volta, passei em um restaurante e pedi algumas comidas leves para viagem. Eu sabia que pacientes em recuperação precisavam de alimentos ricos em nutrientes, como carne, para se fortalecerem. Mas, como Augusto decidiu virar vegetariano por causa da sua primeira namorada, eu também não ia quebrar a regra dele.

Com as embalagens de comida na mão, voltei para o hospital.

Quando comecei a tirar os potes e a colocá-los na frente de Augusto, ele franziu o cenho com força, claramente irritado.

— Débora, o que é isso?

A voz fria dele trazia uma nítida reprovação.

Eu respondi de forma indiferente:

— Você não estava com fome? São as suas refeições.

Augusto falou pausadamente, com cada palavra carregada de descontentamento:

— Eu te pago um milhão por dia, e você não consegue nem voltar para me fazer uma refeição? É isso? Então me diga, o que você ficou fazendo a manhã inteira?

Eu fiquei momentaneamente surpresa. Esse homem realmente achava que eu tinha voltado para casa para cozinhar para ele?

Até agora, Augusto ainda estava tão convencido de que eu me importava com ele, de que eu faria qualquer coisa por ele, sem pensar duas vezes.

Sem perder a calma, comecei a recolher os potes de comida da frente dele e disse:

— Vou pedir para a Ana preparar algo e mandar para cá. O que você quer comer?

— Eu quero que você cozinhe para mim! — Augusto, de repente, pareceu tomado por uma teimosia obsessiva. Ele me encarou e disse. — Um milhão não é suficiente? Então dois milhões. Cinco milhões. Dez milhões! Está bom assim?

— Está bom. — Peguei meu celular e disse. — Transfere os dez milhões para a minha conta agora, e eu vou cozinhar.

— Essas comidas foram preparadas por mim e pela mamãe. — Explicou ela. — Hoje de manhã, quando voltamos para casa, ela estava muito brava, mas mesmo assim quis cozinhar para você com as próprias mãos. Ela disse que estava preocupada com a sua recuperação.

O olhar de Augusto voltou a pairar sobre mim, como se quisesse dizer:

“Está vendo como alguém que realmente se importa comigo age?”

Eu, no entanto, virei o rosto para a janela, me recusando a absorver qualquer mensagem que ele tentasse passar. Para mim, já estava claro: entre nós dois, não havia mais volta. Quem quisesse agradá-lo, que o fizesse. Não era problema meu.

Nesse momento, Mônica percebeu as embalagens de comida que eu havia trazido. Ela ficou visivelmente incomodada e disse:

— O que é isso? Augusto, você ainda está em recuperação. Como pode comer essas coisas? Comida de fora nunca vai ser tão saudável quanto a feita em casa.

— Jogue fora.

Augusto deu a ordem de forma fria e impassível.

Mônica pegou a lata de lixo, pronta para descartar o que eu havia trazido, mas eu a impedi antes que ela pudesse fazer isso.

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