As sobrancelhas de Augusto estavam franzidas como se formassem um nó apertado.
No entanto, por causa da filha, ele não disse nada além do necessário. Pegou o celular e, em poucos segundos, o meu celular notificou a chegada de mais dez milhões na conta.
— Agora está suficiente? — A voz de Augusto carregava uma raiva contida.
Eu guardei o celular, sem demonstrar qualquer emoção, e respondi friamente:
— Espere aí.
Imediatamente, pedi para que Ana trouxesse o kit de confeitaria e os ingredientes até o hospital.
Afinal, com Mônica deixando essa criança aqui, eu realmente não fazia ideia do que ela estava planejando.
Tudo o que eu fazia precisava ser feito na frente de Augusto. Quem garante que, se eu preparasse algo longe dos olhos dele, ela não diria que eu tinha colocado alguma coisa na comida para prejudicar a menina?
Pouco tempo depois, Ana chegou com todos os ingredientes necessários para fazer o bolo.
Augusto estava recostado na cama, analisando documentos, enquanto Laís, sentada em um banquinho ao lado, fingia estar lendo quadrinhos. Mas, pelos cantos dos olhos, ela não parava de me observar.
Eu não disse nada e continuei concentrada no que estava fazendo.
Quando comecei a bater o creme, Laís finalmente não conseguiu se segurar e veio até mim.
— Você consegue mesmo fazer o Stitch? O bolo da última vez, da confeitaria, ficou com as orelhas tortas!
— Só espera para comer.
Eu respondi sem sequer levantar a cabeça, mantendo minhas mãos ocupadas.
Laís ficou sem resposta, voltou para o banquinho com a expressão indignada, mas continuou me encarando com atenção total.
Já era fim de tarde quando eu finalmente terminei o bolo no formato do Stitch que Laís tanto queria.
Os olhos dela brilharam, e ela não conseguiu conter um suspiro de admiração:
— Uau, é mesmo o Stitch!
Mas logo pareceu se dar conta da própria empolgação e disfarçou, mudando rapidamente o tom:
— Quer dizer... Tá mais ou menos, vai.
Por dentro, eu ri com sarcasmo. Essa menina era mesmo exatamente como Augusto: orgulhosa e cheia de manias.
O cheiro do bolo recém-assado tomou conta do quarto, e Laís, que já havia engolido em seco várias vezes, olhou para Augusto e perguntou:
— Papai, posso comer?
— Primeiro deixa o seu pai provar.
Minha voz cortante interrompeu o entusiasmo dela. Peguei uma faca e cortei um pedaço, colocando no prato de Augusto.
— Foi ela quem fez. Vovó, quer provar?
Fabiana ficou imediatamente alarmada. Pegou o prato da menina e jogou direto no lixo.
— Eu já te disse para não comer nada que estranhos te dão!
— Vovó, por que você fez isso? Meu pai pagou por esse bolo!
Laís começou a pular de indignação, mas Fabiana a segurou pela mão com firmeza.
— Que se dane dinheiro! Você acha que dá para confiar nas coisas que essa mulher faz?
Fabiana então me lançou um olhar cheio de hostilidade antes de perguntar:
— Onde está o Augusto?
Eu continuei digitando no celular, sem sequer levantar os olhos, e respondi calmamente:
— Não sei. Ele saiu agora há pouco.
Fabiana perdeu a paciência e veio até mim, me empurrando:
— É assim que você cuida do Augusto? Ele está doente e você nem sabe onde ele foi? Ou será que está aproveitando a ausência dele para tentar machucar a filha dele?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Queremos próximo capítulo...
Gostei bastante, mais poderia logo dar uma estagnada na vida de Débora, queremos ela e Thiago felizes...
Queremos divórcio, Débora com Thiago, augusto com mônica na cadeira , Cláudio com Alice...
Queria entender porque Débora não fica logo com Thiago, tá forçando muito, melhor acabar deixando gostinho de quero mais, do quer prolongar e perder o sentindo....
A história é boa mas podia resumir ela e tirar muita coisa que tá aí só pra encher... acho que já deu hr de acabar....
Nem percam seu tempo com essa história! Como de já não bastasse toda a crueldade que ela passa nas mãos de todo mundo, aparece um cara que deveria ser o novo interesse amoroso, deveria cuidar dela, ajudar ela a sair dessa situação etc, mas ele é tão ruim quanto! Ela literalmente descreve crises de ansiedade toda vez que tá perto desse homem! O cara é frio, quando ela pede ajuda ele trata ela igual lixo, quando ela NÃO pede ajuda ele trata ela igual lixo, ele não diz que gosta dela e depois fica com raiva por que ela tá confusa sobre as ações dele... Isso pq ele é um homem mais velho e a história tenta fazer parecer que ele é maduro, tá? E infelizmente, aparentemente ela vai ficar com esse homem ruim... Tô fora dessa leitura tenebrosa...
Já não dá mais vontade de ler ,a Débora só se ferra o Augusto e a Mônica e a mãe dele só prejudica ela ....cansativo essa história...
O livro já perdeu a coerência. Primeiro o irmão da Débora ia apresentar a Mônica para a família. Depois a narrativa mostra que foi um acordo entre ele e Débora para se aproximar de Augusto e roubar informações e que já eram namorados há muito tempo. E como ela não saberia que Débora era irmã dele. E assim acabou não indo se apresentar à família. Fora a história de Alice que é sem pé e nem cabeça....
Acho desnecessário colocar essa gravidez do nada eles não se separam logo, Débora não tem um pingo de paz isso que tem 600 capítulos acho que na tentativa de deixar o livro maior tá indo só ladeira á baixo...
Caraca acho que a autora se perdeu, não consegue avançar......