Augusto colocou os documentos que segurava sobre a mesa, caminhou até onde eu estava e, com as sobrancelhas franzidas, perguntou:
— Vocês não fizeram muitos bolos ontem à noite? Por que está fazendo mais?
Eu achei que ele fosse perguntar por que eu não estava na gincana de pais e filhos com Laís.
Mas, mesmo eu tendo voltado mais cedo para hospital, ele parecia nada surpreso.
Eu me virei para encará-lo e perguntei diretamente:
— Foi você quem mandou a Mônica ir ao jardim de infância?
A expressão fria e sempre controlada de Augusto refletia o quanto ele achava isso óbvio.
— Sim, eu pedi para ela passar mais tempo com a Laís.
Minhas mãos apertaram o recipiente que segurava enquanto eu continuava:
— Então foi você quem pediu para ela jogar fora os bolos que fizemos?
Augusto hesitou por um momento antes de responder:
— Eu não mandei ela fazer isso.
Minha voz saiu gelada:
— Ela jogou no lixo o bolo que Laís esperou tanto para compartilhar com os colegas. Augusto, você realmente acha que a Laís está sendo criada sem problemas pela Mônica?
Os olhos de Augusto escureceram, e ele me olhou com desconfiança.
— Você disse alguma coisa para ofender a Mônica? Ela é uma pessoa tolerante. Se ela fez isso, deve ter tido um motivo. Você sabe como é: até quem é tranquilo reage quando é provocado.
Eu ri de forma amarga, sem energia para discutir, e murmurei para mim mesma:
— Sim… Até quem se faz de santo mostra as garras quando quer.
Mas será que Mônica era esse tipo de pessoa? Não. Ela era uma cobra venenosa, pronta para atacar sem hesitar.
Augusto me observou continuar trabalhando no bolo, e seu olhar parecia dizer que eu só estava me esforçando tanto por algo que ele via como uma perda de tempo.
Ao meio-dia, eu finalmente terminei os bolos, coloquei tudo em embalagens individuais e levei até o jardim de infância.
Por sorte, Natália estava lá naquele dia. Pedi que ela entregasse os bolos à professora e a instruí:
— Por favor, certifique-se de que os colegas saibam que foi a Laís quem fez os bolos.
Natália me olhou com um semblante cheio de compaixão e disse:
Assim que atendi e encostei o telefone na orelha, a voz fria e autoritária de Augusto soou como um golpe direto ao meu ouvido:
— Débora, onde você está?
— Eu já disse. Estou entregando os bolos para os colegas da Laís no jardim de infância. — Minha voz transparecia cansaço.
— Volte para hospital agora. — Ele ordenou, com um tom gélido que me fez estremecer. — Caso contrário, arque com as consequências.
Antes que eu pudesse responder, ele desligou abruptamente. Meu coração acelerou. O que ele estava planejando? Será que havia mudado de ideia e estava decidido a não poupar Cláudio?
Despedi-me de Natália rapidamente e voltei para o hospital o mais rápido que pude.
Assim que entrei no quarto, vi que Mônica já tinha voltado. Ela deveria estar no parque com Laís, mas, em vez disso, estava ali, sentada ao lado da menina.
Laís estava com a cabeça baixa, seus olhos evitavam os meus. Ela parecia nervosa, como se tivesse feito algo errado.
Meu peito apertou, e a preocupação escapou em forma de pergunta:
— O que aconteceu?
Augusto estava sentado no sofá, sua expressão fria e impenetrável como uma estátua de mármore.
— Essa pergunta deveria ser minha. — Ele disse, a voz cortante. — O que aconteceu ontem no jardim de infância? Laís estava diferente. Quero que você me diga agora!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...