No caminho, meu coração estava cheio de expectativa. No banco da frente, Laís cantarolava uma música infantil enquanto balançava as perninhas, transbordando alegria.
Mas, assim que chegamos na entrada do jardim de infância, uma Ferrari vermelha cortou de repente na frente do meu carro, parando bruscamente.
Os olhos de Laís brilharam de imediato.
— É o carro da mamãe!
Uma sensação ruim tomou conta do meu peito. Meu coração apertou, e a ansiedade rastejou até minha garganta enquanto eu descia do carro segurando a mão de Laís.
Mônica saiu da Ferrari. Ela usava óculos escuros grandes e uma máscara preta, cobrindo quase todo o rosto.
Assim que viu a mãe, Laís soltou minha mão e correu até ela, chamando com sua voz doce:
— Mamãe! O que você está fazendo aqui? Você não disse que estava muito ocupada com o trabalho?
Mônica se abaixou e abraçou a filha com força, sua voz transbordando uma doçura artificial:
— Por mais ocupada que eu esteja, nunca deixaria de estar com você, meu amor.
Laís inclinou a cabeça, curiosa, e perguntou:
— Você veio participar da minha gincana de pais e filhos? Mas você não disse que, por ser uma estrela, não podia aparecer em público?
Mônica sorriu, e com a ponta dos dedos, deu um leve toque no nariz da filha.
— É verdade, não posso aparecer. Mas hoje temos um plano diferente. Em vez de gincana, vou te levar ao parque de diversões para brincarmos o dia todo! O que acha?
Os olhos de Laís brilharam como estrelas.
— Sério? Faz tanto tempo que eu não vou ao parque!
Mas, de repente, ela pareceu lembrar de algo. Olhou para mim, depois para a caixa de bolos em suas mãos, e sua voz saiu hesitante:
— Só que... Eu prometi aos meus colegas que ia levar os bolos que fizemos juntos.
Mônica parou por um instante, mas logo sorriu de novo, falando com suavidade:
— Que tal isso? Eu levo os bolos para a professora e peço que ela entregue para seus colegas. Enquanto isso, você me espera no carro. Preciso conversar um pouquinho com a Débora, tá bom?
Laís concordou com um aceno de cabeça, obediente como sempre.
— Mas, por favor, não esquece de dizer que fui eu que fiz os bolos, tá? Assim os meus colegas vão me admirar muito!
— Pode deixar, querida. Vou dizer tudo direitinho.
O rosto dela ficou pálido de repente. Seus olhos endureceram enquanto ela me encarava, tentando manter a compostura.
— O que exatamente você está insinuando?
Eu não respondi. Apenas continuei olhando para ela, imóvel, com um sorriso frio, como se pudesse enxergar além do seu rosto cuidadosamente maquiado e expor toda a sujeira que ela escondia.
Mônica se sentiu desconfortável sob meu olhar. Depois de alguns segundos, ela jogou as palavras no ar com raiva:
— Eu sugiro que você fique longe da Laís! Caso contrário, Augusto não vai te perdoar!
Dizendo isso, Mônica entrou no carro rapidamente, quase como se estivesse fugindo, e bateu a porta com força.
Eu respirei fundo, tentando me acalmar. Minhas unhas cravaram nas palmas das mãos enquanto eu pensava: “Eles roubaram minha filha e agora têm a audácia de me dizer para ficar longe dela? Que direito eles têm?”
Voltei para o carro e levei um tempo para recompor minhas emoções.
No caminho de volta, liguei para Ana e pedi que ela trouxesse mais ingredientes para bolos.
Eu não podia deixar Laís decepcionada. Ela estava tão animada com a ideia de compartilhar os bolos com seus colegas. Se descobrisse que eles haviam sumido, ficaria arrasada.
Quando cheguei em casa, fui direto para a cozinha. Ignorei Augusto completamente e comecei a preparar novos bolos com os ingredientes que Ana trouxe.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...