Eu falei com firmeza, sem esconder a irritação na voz:
— Não ache que só porque me defendeu na frente da sua mãe, pode fazer o que quiser comigo.
Ele sequer piscou. Um sorriso frio e calculista surgiu no canto dos lábios enquanto ele dizia:
— Só queria te informar que meu ferimento infeccionou. Parece que vou precisar ficar internado mais uma ou duas semanas. Então, você vai ter que se esforçar mais um pouco.
O olhar dele tinha um brilho astuto, como se estivesse absolutamente certo de que eu era uma gata presa para sempre em suas mãos.
Eu assenti, mantendo a calma, e respondi:
— Espero que cumpra sua promessa. Quando receber alta, você vai assinar a carta de perdão para o Cláudio e deixá-lo em paz.
A expressão de Augusto ficou sombria. Ele me encarou com um olhar gelado e respondeu em um tom ameaçador:
— Isso vai depender do seu comportamento.
Antes que eu pudesse retrucar, a porta do quarto foi aberta.
Mônica entrou segurando a mão de Laís.
Ao ver minha filha, meu coração foi inundado por um misto de amor e emoção.
Mas, para minha decepção, o olhar de Laís passou direto por mim. Ela correu até a cama de Augusto e disse:
— Papai, a mamãe falou que você está com febre. Você está muito mal?
— Agora que minha princesa está aqui, não sinto mais nada. — A expressão fria de Augusto desapareceu no instante em que ele falou com Laís, e um sorriso gentil tomou conta de seu rosto.
Mônica se aproximou de mim, com um olhar que carregava uma provocação velada.
— Débora, obrigada por cuidar dele nesses dias. Mas acho que, a partir de agora, é melhor eu assumir. Não consigo ficar tranquila sabendo que ele está assim.
Por dentro, eu ri. Finalmente alguém estava disposta a pegar esse fardo.
Eu estava prestes a concordar, mas Augusto, recostado na cama, cortou a conversa:
— Você está sempre ocupada, correndo de um lado para o outro. Onde vai arranjar tempo para cuidar de mim?
Ele fez uma pausa, e o tom dele mudou sutilmente, trazendo uma pitada de ironia:
— Débora não é como você. Ela não faz nada o dia inteiro. Tem tempo de sobra para ficar aqui.
As palavras dele foram como um pequeno espinho, que se alojou no fundo do meu coração. Ele estava claramente tentando me diminuir na frente de Mônica.
Mas isso já não importava. O que realmente importava era que minha filha tinha sido elogiada pelos colegas.
Eu sorri e perguntei:
— Ficou feliz?
— Muito! — Laís respondeu com entusiasmo, balançando a cabeça. O rosto dela estava cheio de alegria.
Senti meu coração aquecer. Eu estava prestes a sugerir que fizéssemos outro bolo juntas, pensando também em aproveitar a oportunidade para conseguir uma mecha do cabelo dela.
Mas, antes que eu pudesse falar, Mônica interrompeu:
— Débora, você é muito talentosa na cozinha. Já que Laís gosta tanto do seu bolo, por que não me ensina? Assim, posso fazer para ela e não precisamos mais te incomodar.
O significado por trás das palavras dela era óbvio. Ela queria cortar qualquer chance de eu me aproximar de Laís.
Antes que eu pudesse responder, Laís levantou o rostinho e olhou para mim com os olhos brilhando de expectativa:
— Tia Débora, você ensina minha mamãe? Assim ela também pode fazer um bolo tão gostoso quanto o seu!
O olhar dependente e cheio de admiração que Laís lançou para Mônica me atingiu como uma agulha fina, perfurando meu coração lentamente. E aquela palavra “mamãe” parecia ainda mais cruel.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...