Eu reprimi a onda de emoções que subia dentro de mim e disse:
— Desculpe, mas eu não sou muito boa em ensinar.
O sorriso no rosto de Mônica diminuiu um pouco. Ela lançou um olhar fingidamente magoado para Laís e disse:
— Acho que sou muito lenta. Débora não quer me ensinar.
— Tia Débora! — Laís imediatamente franziu as sobrancelhas, soltou a barra da minha roupa e correu para o lado de Mônica, agarrando-se à perna dela com suas pequenas mãos.
Quando Laís ergueu o rostinho para me olhar, seus olhos carregavam um leve tom de descontentamento.
— Você sabe ensinar! Você me ensinou super bem! Por que não quer ensinar minha mãe?
Minha garganta se apertou, e eu não consegui dizer nada.
Nesse momento, Augusto, que havia permanecido em silêncio até então, abriu a boca. Sua voz veio fria, carregada de uma leve indiferença:
— É só ensinar a fazer um bolo, Débora. Qual o problema de mostrar para a Mônica como se faz?
Eu respondi, também em um tom frio:
— Eu já disse que não sei ensinar. Tem muita gente lá fora que sabe fazer bolo. Ela pode aprender com qualquer um.
Mas, antes que a conversa acabasse, Laís ficou irritada. Ela gritou, com a voz embargada de raiva:
— Por que você sempre implica com a minha mãe? Eu não gosto mais de você! Vamos embora, mamãe!
As palavras dela atingiram meu coração como um soco. A dor foi tão forte que, por um momento, eu mal conseguia respirar.
Antes que eu pudesse reagir, Laís já puxava Mônica pela mão e saía, pisando duro.
O quarto mergulhou em um silêncio sufocante. Augusto balançou a cabeça levemente, como se estivesse desapontado com o que ele considerava minha “teimosia”.
…
Nos dias que se seguiram, Laís não apareceu mais.
Augusto já havia se recuperado completamente da febre, e seu ferimento estava cicatrizando bem.
Eu me perguntei o que ela havia aprendido com a tal professora renomada da Academia de Cinema do País A. Seja o que for, não estava funcionando.
O teste foi justo. Tanto o diretor quanto o produtor concordaram que Nina era a escolha ideal para o papel principal, e eu não tinha nenhuma objeção.
No entanto, quando Mônica descobriu que Nina havia sido escolhida para o papel, ela imediatamente acionou seu agente para tentar negociar.
Disposta a tudo para recuperar sua relevância, Mônica sugeriu que, se não pudesse ser a protagonista, queria pelo menos fazer um teste para o papel da antagonista, a vilã.
O diretor e o produtor hesitaram por um momento e, então, pediram minha opinião.
— Por mim, tudo bem. — Eu disse, com um sorriso. Por dentro, ria da ironia. Afinal, a antagonista da história não era praticamente igual à Mônica na vida real?
Ainda assim, adicionei uma condição:
— Mas, na hora do teste, quero que a Nina contracene com ela.
A cena que escolhi para a audição era uma das mais emblemáticas do meu livro: o momento em que a mãe da protagonista morre por causa de uma amante, e a protagonista dá um tapa na cara da mulher que destruiu sua família.
Eu sabia que Nina e Mônica tinham uma rivalidade intensa no mundo do entretenimento. E, considerando a tensão entre as duas, eu duvidava que Nina fosse pegar leve.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...