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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 235

Eu olhei séria para ele e disse:

— Augusto não é do tipo que se deixa enganar facilmente. Pode apostar que ele vai descobrir toda a verdade muito em breve. Por isso, é melhor você se cuidar! Espero que, quando chegar a hora, você não seja jogado pela Mônica para levar a culpa.

Meu irmão soltou uma risada fria, cheio de confiança na voz:

— Eu assumo sozinho o que faço. Não tenho nada a ver com ninguém! Você deveria parar de jogar a culpa nos outros só porque não consegue segurar o seu próprio marido. Não é culpa de ninguém que ele tenha ido atrás de alguém melhor do que você.

Eu balancei a cabeça, incrédula. Não conseguia entender como Mônica tinha conseguido enfeitiçar tanto o meu irmão a ponto de ele não enxergar a realidade.

A festa continuava animada. Sob o brilho dos lustres de cristal, os convidados brindavam e conversavam alegremente.

Eu preferi ficar em um canto, na área de descanso, sem vontade de me misturar. Agora eu sabia como meu irmão tinha conseguido vencer aquela licitação.

Era como se todos ali estivessem celebrando um aluno que tirou nota máxima trapaceando, enquanto ele, orgulhoso de si, ainda comemorava o feito.

Que piada!

Coloquei minha taça sobre a mesa e decidi ir embora. Não fazia sentido continuar naquele lugar e, muito menos, fingir que eu pertencia àquele mundo falso.

Já estava saindo e colocando o casaco quando senti meu pulso ser agarrado por uma mão firme e fria.

Levantei os olhos de repente, meu corpo tenso, e encarei o rosto sombrio de Augusto.

— O que você quer? Me solta!

— Se você não quer passar vergonha na festa de comemoração do seu irmão, vem comigo agora.

A voz dele era gelada e sem um traço de sentimento. Assim que terminou de falar, ele praticamente me arrastou para o pequeno chalé nos fundos da mansão.

Subimos as escadas cobertas por uma fina camada de poeira. No momento em que ele acendeu a luz, a lâmpada piscou duas vezes, como se estivesse com mau contato.

Eu cerrei os punhos, reunindo toda a minha força para dizer:

— Vou repetir mais uma vez: não fui eu! Você acredita ou não, o problema é seu!

Tentei empurrá-lo, mas Augusto me manteve firmemente presa entre ele e a parede.

— Não foi você? Então me explica como a minha proposta foi vazada! Os valores e os detalhes desse projeto estavam apenas no meu computador, e esse computador ficou comigo o tempo todo enquanto eu estava internado.

— Não se esqueça de que foi você quem me forçou a cuidar de você no hospital! Se não fosse pelo seu maldito acordo para poupar o Cláudio, eu nem teria pisado no seu quarto!

Assim que terminei, vi o rosto dele endurecer ainda mais.

Augusto se aproximou ainda mais. Seu rosto estava tão perto que eu podia sentir sua respiração fria contra minha pele. Seu tom era cortante, carregado de uma raiva contida:

— Isso foi porque eu confiei em você! Mas eu nunca imaginei que, por mais que eu me protegesse, o verdadeiro golpe viria de alguém tão próximo. Me diz, Débora, como você acha que eu deveria te punir por isso?

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