Lúcia perguntou:
— Pensou bem? Assim que você der esse passo, não terá mais volta.
Eu sorri levemente e respondi:
— Não vou me arrepender.
E foi assim que Lúcia começou imediatamente a cuidar do meu processo de divórcio.
...
Dois dias depois, eu estava acompanhando Natália em um passeio pelo shopping, quando, por coincidência, encontrei Mônica em uma loja de luxo comprando bolsas.
Natália queria um modelo específico, uma edição limitada daquela marca. Só havia três unidades no país, e o preço era astronômico, na casa dos milhões.
Mesmo sendo da família Nunes, Natália hesitava em tomar uma decisão. Ela pegou a bolsa creme e a experimentou várias vezes, mas não conseguia se decidir.
Isso porque, recentemente, Augusto havia processado o Jardim das Borboletas, e o jardim de infância vinha enfrentando uma onda de publicidade negativa. Muitos pais começaram a tirar os filhos de lá, e até investidores estavam cortando os laços com a família Nunes.
No círculo social em que vivíamos, tudo girava em torno de aparência e reputação. A influência da família Moretti em Cidade H era tão grande que, quando Augusto decidiu tirar nossa filha do jardim de infância da família Nunes, os outros pais seguiram o exemplo.
Agora, a situação financeira da família Nunes já não era a mesma de antes.
Natália olhava para a bolsa com um brilho nos olhos, quase babando de vontade, mas acabou colocando-a de volta na prateleira com um suspiro frustrado.
— Tudo culpa daquele maldito Augusto! — Ela reclamou.
Nesse momento, ouvimos a voz melosa de Mônica:
— Pode embrulhar essa bolsa para mim, por favor. Vou levar.
Nós nos viramos, e lá estava Mônica, com um sorriso provocador estampado no rosto. Ela nos olhou de cima abaixo e disse, com deboche:
— Débora e Natália? Que coincidência! Uma bolsa tão simples assim precisa de tanto tempo para decidir? É só comprar, oras!
Natália não deixou barato. Ela soltou uma risada seca e respondeu:
— Olha só quem é. Não é a grande estrela que foi criticada publicamente pelo governo? Você perdeu tantos contratos como garota-propaganda, não consegue nem mais um papel em novela, e ainda assim pode comprar uma bolsa milionária. É por isso que dizem que ser famosa é lucrativo, né?
— Mônica, desculpe. Este cartão não foi aprovado.
Mônica ficou paralisada por um momento, mas rapidamente disfarçou e entregou outro cartão.
— Tente com este aqui.
A atendente pegou o novo cartão e foi novamente para o caixa.
No entanto, minutos depois, ela voltou com a mesma expressão desconfortável.
— Mônica, sinto muito, mas este também não foi aprovado.
— Não é possível! — Mônica segurou o cartão e o examinou, frustrada. — Deve ser problema na máquina de vocês.
Foi nesse momento que tudo começou a fazer sentido para mim. O problema não era a máquina. Era muito provável que os bens de Augusto já tivessem sido congelados.
Naquela manhã, Lúcia havia me informado que o tribunal tinha aceitado a minha ação de divórcio.
Enquanto Mônica continuava trocando cartões e insistindo que Augusto tinha dinheiro infinito à sua disposição, eu assistia à cena com um misto de satisfação e alívio. Ela não parecia capaz de aceitar a realidade de que os recursos de Augusto não eram mais tão acessíveis quanto ela achava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...