Eu observei os gestos de Mônica e, por algum motivo, achei tudo aquilo extremamente cômico.
— Mônica, não adianta tentar. — Eu a encarei com um leve sorriso no rosto, mas meu tom era afiado. — Você está tentando usar um cartão que não é só do Augusto. É parte do patrimônio que nós dois dividimos como casal. E sabe o que isso significa? Se eu não autorizar o gasto, você também não consegue usar.
Mônica ficou paralisada, me encarando com um olhar incrédulo.
— O que você quer dizer com isso?
Eu mantive o sorriso, mas desta vez ele trazia uma pitada de sarcasmo.
— Significa que eu solicitei a proteção de bens. Todo o patrimônio no nome do Augusto foi congelado. Não é só você que está sem acesso ao dinheiro dele. Nem o próprio Augusto pode usar um centavo agora!
— Débora, você... — Mônica estava tão furiosa que parecia prestes a explodir no meio da loja. Ela tentou se controlar, mas sua voz saía trêmula de raiva. — Você é muito cruel!
Eu a encarei com calma, vendo o desespero crescer em seus olhos.
— Cruel? Comparada a você, eu sou uma iniciante.
Nesse momento, Natália entrou na conversa, com um sorriso provocador nos lábios.
— Mônica, não me diga que, sem um homem para bancar, você não consegue nem comprar uma bolsa? Se você não vai levar, então eu compro.
Mônica rangeu os dentes, mas não teve coragem de levar a bolsa. Isso só provava que a família Fonseca não era tão rica quanto ela fazia parecer, e que sua carreira estava mesmo em declínio.
Eu me aproximei de Natália e sussurrei:
— Não se empolgue. Só provoca ela um pouco, mas não gaste um milhão numa bolsa. Isso não vale a pena. Vamos embora.
— Eu não! — Natália respondeu, decidida. — Eu realmente gostei dessa bolsa. Além disso, estou de ótimo humor hoje! Vou levar, sim!
No fim, Natália comprou a bolsa. Enquanto isso, Mônica ficou parada na porta da loja, fazendo ligações desesperadas.
Era óbvio para quem ela estava ligando: Augusto.
Quando passamos por ela, Natália não perdeu a oportunidade de balançar a sacola na frente de Mônica, deixando claro o tom de deboche em seu olhar.
— O que foi? — Eu a encarei com os olhos arregalados.
Natália tinha uma expressão preocupada.
— Você não pode esquecer que sua mãe ainda está usando aquele dispositivo de suporte cardiopulmonar que nem foi lançado oficialmente. E se o Augusto, com raiva, resolver fazer algo com ela?
Eu apertei o celular com força, sentindo a raiva borbulhar dentro de mim.
— Se ele ousar fazer algo, eu vou até o fim contra ele. Eu tenho todas as provas das traições dele. Se ele me pressionar ainda mais, vou expor tudo e acabar com ele também!
— Calma! — Natália tentou me tranquilizar. — Não vale a pena perder a cabeça por causa de um canalha.
Ela me olhou com uma mistura de surpresa e admiração antes de acrescentar:
— Mas, sério, do jeito que você falou agora, parecia uma guerreira! Você parecia estar pronta para destruir todos os inimigos de uma vez!
Apesar do elogio, eu sabia que só tomaria uma atitude tão extrema se fosse minha última alternativa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...