Na manhã seguinte, eu me forcei a levantar da cama, ignorando o cansaço que parecia pesar sobre mim.
Peguei o celular, mas não havia nenhuma mensagem. Thiago não tinha respondido. Ele estava chateado comigo?
Sem alternativas, escrevi uma mensagem para ele, tentando ser o mais sincera possível:
[Sr. Thiago, me desculpe. Ontem, Laís sofreu uma intoxicação alimentar no jardim de infância. Foi tudo muito repentino e, no meio da confusão, acabei esquecendo do compromisso. Prometo que vou me desculpar pessoalmente em outra ocasião.]
Esperei por vinte minutos, mas a mensagem parecia ter desaparecido no vazio. Não houve resposta. Sem energia para me preocupar com outra coisa, me arrumei e fui novamente ao hospital.
Quando cheguei lá, soube que Laís já havia sido transferida. Nem mesmo minha identidade de jornalista me ajudou a descobrir para qual hospital ela tinha ido.
Enquanto eu pensava, aflita, em ir até o Brisa do Mar para confrontar Augusto, meu celular começou a tocar. Era ele.
— Está ocupada agora? — Ele perguntou, com a voz baixa e um tom que parecia indicar que fazer aquela ligação era um esforço.
— O que você quer? — Respondi, tentando esconder minha irritação.
Ele falou em um tom contido:
— Laís está sem apetite e disse que gostaria de comer o seu bolo. Se for possível, poderia preparar um e enviar para ela? Eu pago pelo serviço.
A última frase dele foi como uma faca atravessando meu peito. Respirei fundo e respondi, com frieza:
— Eu não preciso do seu dinheiro. Vou fazer o bolo para Laís, mas me mande o endereço. Assim que estiver pronto, eu mesma levo até lá.
Augusto hesitou por um momento, mas disse:
— Felipe pode buscar.
— Não precisa. Eu mesma entrego!
Minha voz firme deixou claro que não aceitaria outra opção. Ele não só queria que eu fizesse o bolo, mas também que eu não tivesse contato com Laís. Era típico dele, sempre calculista.
No entanto, preocupado com o apetite de Laís, ele acabou concordando.
Corri para comprar os ingredientes e comecei a preparar tudo em casa, preocupada em não atrasar o almoço dela.
Antes do meio-dia, finalizei o bolo da Laís. Era um bolo pequeno, no formato do Stitch, que ela adorava. Tive o cuidado de fazer algo simples, já que ela ainda estava se recuperando e não podia comer muito doce.
Além disso, preparei uma refeição nutritiva para crianças, embalei tudo com cuidado e peguei o carro para ir ao endereço que Augusto havia me enviado.
O hospital infantil do Grupo Moretti, onde Laís estava internada, era muito mais tranquilo do que os hospitais públicos. O ambiente era impecável, e o silêncio predominava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Tá ficando cansativo! Poxa rodeia e rodeia e nunca conclui o livro. Já vou deixar pra lá! Está cansativo a história. 🙄...
Pocha......