Quando Laís viu o bolo que eu carregava, os olhos dela brilharam de alegria.
— Uau, que lindo! Mas… Por que ele é menor do que o da outra vez?
Eu encarei o rostinho pálido dela, e meu coração apertou de dor.
Afaguei os cabelos macios da pequena e respondi com um tom gentil:
— Laís, quando você melhorar, eu faço um bolo bem grande para você, combinado? Mas, por agora, se você quiser comer esse bolo, vai precisar comer essa comida primeiro, tá bom?
Enquanto falava, eu abri a embalagem com a refeição infantil que preparei para ela.
Laís, porém, manteve os olhos fixos no bolo, fazendo um leve biquinho.
— Mas eu só quero comer o bolo… Não quero mais nada.
— Que tal experimentarmos só um pouquinho? — Perguntei, cortando um pedacinho de brócolis com o garfo. — Se você não gostar, não precisa comer, prometo. Só prova, tá?
Ela abriu a boquinha e comeu o brócolis.
Brócolis era o meu vegetal favorito, e eu tinha a esperança de que, se o ditado "mãe e filha têm uma ligação especial" fosse real, Laís também gostasse.
Olhei para ela com expectativa, e, para minha surpresa, depois de engolir o brócolis, ela abriu um sorriso e disse:
— Quero mais uma colherada de arroz!
Não consegui evitar um sorriso. Me sentei ao lado da cama dela e comecei a alimentá-la, alternando entre colheradas de comida e legumes.
De vez em quando, eu percebia o olhar de Augusto, parado em um canto. Era um olhar profundo, cheio de algo que eu não conseguia decifrar.
Nesse momento, Mônica entrou no quarto com um sorriso forçado e disse, com um tom doce:
— Laís, quer que eu te dê a comida? A Débora está muito ocupada, vamos deixá-la ir para casa, o que acha?
Minha mão parou no ar por um instante, e eu não pude evitar apertar o garfo com força.
Laís, como sempre, parecia obedecer cegamente a Mônica. Ela assentiu com a cabeça e respondeu:
— Tá bom. Você me dá comida. Você dá de um jeito tão gostoso!
Meu coração parecia ser perfurado por mil agulhas ao mesmo tempo, uma dor fina e incessante.
Mas, para não levantar suspeitas de Augusto, eu entregava os talheres a Mônica sempre que a via alimentando Laís.
— Tá bom. Amanhã eu faço algo ainda mais gostoso para você.
Eu a encarei com carinho por mais alguns segundos antes de sair do quarto.
...
Nos três dias seguintes, eu me dediquei a preparar pratos diferentes para abrir o apetite de Laís. Também fiz vários tipos de bolos e biscoitos para ela.
A cada refeição, ela parecia mais animada. Era uma alegria vê-la comer com tanto gosto. Aos poucos, sua saúde foi se restabelecendo, e os exames começaram a voltar ao normal. Meu coração finalmente começou a se tranquilizar.
Quando voltava para casa, aproveitava para trabalhar na matéria sobre o incidente de intoxicação alimentar no jardim de infância. Após finalizar o rascunho, enviei o texto para Eduarda.
Ela me respondeu:
— Essa matéria foi toda sua. Vou colocar seu nome como autora, tudo bem?
— Tanto faz. Pode ser.
Eu realmente não me importava. Minha maior motivação para ajudar com essa matéria tinha sido conseguir informações sobre Laís.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...