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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 247

Eduarda insistiu:

— Essa matéria tem que sair com o seu nome. Foi você quem acompanhou tudo, eu não vou roubar o seu mérito.

Ela sempre foi assim. Apesar de ser uma pessoa um tanto calculista, sabia separar bem o pessoal do profissional.

Eu sorri levemente e respondi:

— Tudo bem, faça como achar melhor.

— Débora, você… Está pensando em voltar a ser dona de casa em tempo integral? — O tom dela estava carregado de preocupação. — Você está achando o mercado de trabalho difícil demais? Por isso… Decidiu desistir?

Eu ri baixo e retruquei:

— E se for isso mesmo?

Eduarda ficou em silêncio por alguns segundos, claramente surpresa, antes de dizer:

— Se for isso, eu vou perder todo o respeito que tenho por você! Eu sempre achei que nós éramos iguais, que éramos lobas lutando no mercado de trabalho! Mas você mal saiu e já está pensando em voltar?

O calor em suas palavras me fez sentir um pouco mais acolhida. Com um sorriso, expliquei:

— Fica tranquila. Eu sou como você: quando reconheço que um homem é um lixo, não tem volta. Só que agora eu tenho outras metas para lutar. Estou ocupada com isso. Por isso, coloquei o trabalho de lado por enquanto.

— Outras metas? — Ela perguntou, curiosa. — Tem a ver com jornalismo? Você sempre foi uma das melhores na faculdade. Seria um desperdício se você abandonasse isso.

— Não tem nada a ver com jornalismo. — Respondi. — Quando meu novo projeto estiver mais maduro, eu te conto.

Eduarda, então, me fez uma proposta:

— Por que você não vem trabalhar na empresa onde estou agora? É puxado, mas o ambiente é bem mais tranquilo do que aquele da nossa antiga redação. Eu adoraria ter você como minha parceira de luta novamente!

Eu realmente sentia falta do jornalismo, mas ao lembrar que precisava terminar a primeira parte do meu romance até o final do ano, recusei:

— Vamos deixar isso para o ano que vem. Mas, se você precisar de ajuda, pode contar comigo, como dessa vez. Eu adoraria ser sua parceira ocasional.

Ele continuou, rindo:

— Ah, e venha jantar aqui em casa hoje à noite. Vamos comemorar!

Eu hesitei. Afinal, aquele “em casa” incluía muitas pessoas que não eram exatamente amigáveis comigo. Fora o vovô Davi e a vovó Lorena, que haviam demonstrado alguma gentileza, o resto da família não parecia ser o tipo de companhia com quem eu gostaria de compartilhar uma refeição.

Enquanto eu me preparava para recusar, Davi acrescentou:

— Fica tranquila. Sua sogra não vem. Eu também não aguento o falatório dela. E o Augusto também não. Parece que a Laís está meio indisposta e ele vai ficar com ela. Só quem vem é o seu tio. A casa está muito vazia ultimamente, e pensei que, com você aqui, pelo menos teríamos alguém para conversar e deixar o ambiente mais animado.

Fiquei ligeiramente surpresa. Thiago estaria lá hoje à noite?

Desde o dia em que liguei para ele e enviei aquela mensagem de desculpas no WhatsApp, ele não havia respondido. Talvez fosse uma boa oportunidade para me explicar pessoalmente.

Além disso, Thiago agora também era um dos investidores do meu romance.

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