Eduarda insistiu:
— Essa matéria tem que sair com o seu nome. Foi você quem acompanhou tudo, eu não vou roubar o seu mérito.
Ela sempre foi assim. Apesar de ser uma pessoa um tanto calculista, sabia separar bem o pessoal do profissional.
Eu sorri levemente e respondi:
— Tudo bem, faça como achar melhor.
— Débora, você… Está pensando em voltar a ser dona de casa em tempo integral? — O tom dela estava carregado de preocupação. — Você está achando o mercado de trabalho difícil demais? Por isso… Decidiu desistir?
Eu ri baixo e retruquei:
— E se for isso mesmo?
Eduarda ficou em silêncio por alguns segundos, claramente surpresa, antes de dizer:
— Se for isso, eu vou perder todo o respeito que tenho por você! Eu sempre achei que nós éramos iguais, que éramos lobas lutando no mercado de trabalho! Mas você mal saiu e já está pensando em voltar?
O calor em suas palavras me fez sentir um pouco mais acolhida. Com um sorriso, expliquei:
— Fica tranquila. Eu sou como você: quando reconheço que um homem é um lixo, não tem volta. Só que agora eu tenho outras metas para lutar. Estou ocupada com isso. Por isso, coloquei o trabalho de lado por enquanto.
— Outras metas? — Ela perguntou, curiosa. — Tem a ver com jornalismo? Você sempre foi uma das melhores na faculdade. Seria um desperdício se você abandonasse isso.
— Não tem nada a ver com jornalismo. — Respondi. — Quando meu novo projeto estiver mais maduro, eu te conto.
Eduarda, então, me fez uma proposta:
— Por que você não vem trabalhar na empresa onde estou agora? É puxado, mas o ambiente é bem mais tranquilo do que aquele da nossa antiga redação. Eu adoraria ter você como minha parceira de luta novamente!
Eu realmente sentia falta do jornalismo, mas ao lembrar que precisava terminar a primeira parte do meu romance até o final do ano, recusei:
— Vamos deixar isso para o ano que vem. Mas, se você precisar de ajuda, pode contar comigo, como dessa vez. Eu adoraria ser sua parceira ocasional.
Ele continuou, rindo:
— Ah, e venha jantar aqui em casa hoje à noite. Vamos comemorar!
Eu hesitei. Afinal, aquele “em casa” incluía muitas pessoas que não eram exatamente amigáveis comigo. Fora o vovô Davi e a vovó Lorena, que haviam demonstrado alguma gentileza, o resto da família não parecia ser o tipo de companhia com quem eu gostaria de compartilhar uma refeição.
Enquanto eu me preparava para recusar, Davi acrescentou:
— Fica tranquila. Sua sogra não vem. Eu também não aguento o falatório dela. E o Augusto também não. Parece que a Laís está meio indisposta e ele vai ficar com ela. Só quem vem é o seu tio. A casa está muito vazia ultimamente, e pensei que, com você aqui, pelo menos teríamos alguém para conversar e deixar o ambiente mais animado.
Fiquei ligeiramente surpresa. Thiago estaria lá hoje à noite?
Desde o dia em que liguei para ele e enviei aquela mensagem de desculpas no WhatsApp, ele não havia respondido. Talvez fosse uma boa oportunidade para me explicar pessoalmente.
Além disso, Thiago agora também era um dos investidores do meu romance.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...