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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 249

Eu mudei de assunto e perguntei:

— Vovó Lorena, como está a sua saúde agora? Está se sentindo melhor?

Lorena levou a mão ao peito e tossiu algumas vezes antes de responder:

— Ainda na mesma…

Thiago, que estava atento, disse imediatamente:

— Mãe, vou te ajudar a subir para descansar.

— Está bem.

O rosto de Lorena estava pálido, com uma tonalidade quase doentia. Antes de sair, ela ainda se virou para mim e disse:

— Débora, aproveitem bem o jantar. Eu vou subir para descansar um pouco.

Enquanto eu observava a figura dela se afastando ao lado de Thiago, o rosto de Davi se encheu de melancolia e tristeza.

Eu não consegui evitar e tentei consolá-lo:

— Vovô Davi, hoje em dia a medicina está tão avançada. Tenho certeza de que a vovó Lorena vai ficar bem.

— Ah… Quando descobrimos, já era tarde demais… — Davi suspirou profundamente e continuou. — Ainda bem que Thiago, apesar de ser tão frio por fora, é uma pessoa calorosa por dentro. Nessas últimas semanas, ele tem feito questão de passar mais tempo com Lorena. Caso contrário, isso seria o maior arrependimento da vida dela.

Enquanto conversávamos, uma das empregadas entrou apressada e, visivelmente nervosa, disse:

— Sr. Davi, o Augusto chegou. E… Ele trouxe uma mulher. Parece que é a Mônica. Os dois estão com uma cara de poucos amigos.

Assim que ela terminou de falar, Augusto entrou na sala quase correndo, com um rosto sombrio e uma aura de agressividade que parecia transbordar. Atrás dele, vinha Mônica, impecavelmente maquiada.

Davi franziu as sobrancelhas e perguntou, irritado:

— Augusto, você ficou maluco? Quem te deu permissão para trazer essa mulher aqui?

Augusto ignorou completamente Davi. Ele lançou um olhar gélido na minha direção, como se estivesse me perfurando com os olhos.

Eu o encarei, confusa, e perguntei:

— O que você está fazendo aqui?

Sem responder, Augusto caminhou até mim e agarrou meu pulso com tanta força que parecia que ele queria esmagar os meus ossos. Cada palavra que saiu de sua boca estava carregada de fúria:

Augusto não soltou meu pulso. Ele segurava meu braço como se eu fosse uma criminosa que poderia fugir a qualquer momento. A atitude fez Davi se levantar e tentar forçá-lo a me soltar.

Mas Augusto, em vez disso, me puxou para trás dele com força, como se estivesse me protegendo de qualquer interferência. Sua voz era firme e intransigente:

— Vovô, a Laís é a minha vida. Eu não vou tolerar que ninguém a machuque. Ela está sofrendo no hospital agora, e eu preciso descobrir a verdade.

— Seu idiota! — Davi gritou. — A Débora é jornalista, e tudo o que ela faz é lutar por justiça. Como você pode sequer pensar que ela faria mal a uma criança? Eu vejo que são pessoas mal-intencionadas tentando incriminá-la!

Mônica, com uma expressão de falsa inocência, falou em tom baixo:

— Sr. Davi, o senhor está falando de mim? Nós ainda nem nos conhecemos direito. No futuro, o senhor verá que eu não sou essa pessoa que está imaginando. Mas a Débora… Ela já prejudicou a Laís antes. Não foi ela que causou aquela alergia na Laís da outra vez? Ela…

Antes que Mônica pudesse terminar, Davi pegou a xícara de café ao lado e a arremessou na direção dela.

Mônica soltou um grito agudo, tentando desviar, mas ainda assim parte do café respingou em sua roupa.

— Você vai sair desta casa agora! — Davi ordenou, sua voz trovejando pela sala.

Mônica, no entanto, parecia não se intimidar com a fúria de Davi. Ela olhou para Augusto com olhos cheios de falsa doçura e disse, fingindo-se de vítima:

— Augusto, acho melhor levarmos a Débora para a delegacia. Lá ela pode explicar tudo direitinho.

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