Ele me olhou por alguns segundos antes de se virar para o policial ao lado e dizer:
— Delegado, conto com você.
O homem chamado de delegado imediatamente mudou sua expressão para uma de simpatia. Ele sorriu gentilmente e se dirigiu a mim com educação:
— Débora, o Sr. Thiago já cuidou de toda a sua fiança. Você está liberada. Parece que houve um mal-entendido no meio disso tudo. Pedimos desculpas pelo transtorno.
Eu mantinha os dedos pressionados contra a rachadura na parede, tentando me levantar.
Mas minhas pernas estavam tão dormentes que eu mal conseguia senti-las. No momento em que tentei me mover, meu corpo vacilou e eu caí de volta na cadeira.
Um calor desconfortável subiu pelo meu rosto, e a vergonha me invadiu. Com o rosto em chamas, tentei uma segunda vez me levantar.
Foi então que uma mão firme, de dedos longos e bem definidos, apareceu diante de mim.
Thiago se agachou levemente, sua expressão calma escondida pelas pestanas abaixadas, enquanto ele dizia suavemente:
— Me dê sua mão.
O delegado, percebendo o momento, virou o rosto discretamente, fingindo ajeitar as mangas do paletó.
Eu hesitei por um instante, mas acabei estendendo a mão. Assim que meus dedos tocaram a palma dele, Thiago segurou minha mão com firmeza.
Com um leve puxão, ele me ajudou a ficar de pé.
Minhas pernas, que haviam ficado dormentes por tanto tempo, fraquejaram, e quase caí em cima dele.
Thiago, rápido, me segurou pela cintura, com a mão firme me estabilizando. Ele murmurou em um tom baixo:
— Fique firme.
Eu murmurei um “certo”, e só então ele me soltou. Ele se virou para o delegado e disse:
— Vou levá-la comigo.
— Claro, senhor. Tenha uma boa noite.
O delegado respondeu com um sorriso cortês.
Eu segui Thiago do lado de fora da delegacia. O vento frio da noite de inverno soprou contra meu rosto, mas, de alguma forma, me trouxe uma sensação de alívio.
Quando estávamos quase chegando ao carro dele, eu parei e disse, agradecida:
— Tio, obrigada por tudo. Não precisa se preocupar comigo. Eu posso chamar um carro para voltar para casa.
Eu não o respondi, nem olhei para ele. Simplesmente me abaixei e entrei no carro de Thiago.
O som da porta se fechando abafou toda a tensão do lado de fora.
Thiago entrou no carro pelo lado do motorista e, enquanto dirigia, quebrou o silêncio:
— Foi o Davi quem me pediu para garantir que você saísse. Agora, estou apenas cumprindo minha palavra com ele.
Eu abaixei os olhos e respondi em voz baixa:
— Entendido.
Então era isso. Foi o Davi quem o pediu para me ajudar. Fazia sentido. Thiago não tinha nenhuma obrigação comigo. Não éramos parentes de verdade, e eu não achava que ele se importasse tanto a ponto de intervir por conta própria.
Ainda pensando em tudo o que havia acontecido, eu disse:
— Tio, obrigada por não guardar mágoa de mim pelo que aconteceu. E também por hoje, na casa do vovô Davi, ter me ajudado a perguntar o que eu não tive coragem de perguntar.
Thiago manteve os olhos na estrada à frente, sua voz casual enquanto perguntava:
— Você está mesmo decidida a se divorciar de Augusto?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...