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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 253

Ele fez a pergunta de repente, e eu quase não tive reação. Logo em seguida, respondi com firmeza:

— Sim, quero o divórcio.

Thiago soltou uma risada baixa e disse:

— Você está prestes a se divorciar dele, então me diz, que tipo de tio eu sou pra você?

Meu rosto ficou completamente vermelho. Eu não sabia o que ele queria dizer com aquilo, então tentei encontrar uma maneira de sair daquela situação:

— O vovô Davi aprecia parentes que são educados.

— Pois seja educada apenas na frente dele. — Os olhos escuros de Thiago me lançaram um olhar rápido antes de ele dizer. — Eu não estou interessado em ganhar uma sobrinha do seu tamanho. Só dá trabalho.

Eu fiquei ligeiramente surpresa e, hesitante, perguntei:

— Então, fora de casa, devo chamá-lo de Sr. Thiago? Ou Dr. Thiago?

— Tanto faz. — Ele respondeu em um tom indiferente. — Desde que você não me chame de tio a cada frase. Isso me dá arrepios.

Fiquei sem palavras diante daquele comentário. Baixei a cabeça, olhando para os meus joelhos, e murmurei um breve “certo”.

Meia hora depois, o carro parou suavemente em frente à mansão da família Reis. Por trás do portão decorado, uma luz amarela e quente iluminava o interior.

Talvez por ter ficado tanto tempo no frio na delegacia, meu corpo ainda sentia calafrios. Quando desci do carro, não consegui evitar um espirro.

Thiago lançou um olhar rápido na minha direção antes de seguir diretamente para dentro da casa.

Davi e Lorena já nos esperavam na sala de estar.

— Você voltou! — Lorena exclamou, visivelmente aliviada. — Eu sabia que Thiago daria um jeito de tirar você de lá.

Davi assentiu e perguntou com preocupação:

— Você foi bem tratada lá dentro? Não sofreu nenhum tipo de constrangimento?

O calor das palavras deles parecia dissipar o frio que ainda impregnava meu corpo.

Lorena sorriu e disse:

— Já pedi para prepararem os quartos para vocês. Fiquem aqui esta noite. Amanhã a gente resolve o que tem que resolver.

Eu estava com febre baixa, o corpo dolorido e exausta depois de tudo o que havia passado. Só queria descansar. Então, não recusei. Agradeci a Lorena pela gentileza.

Eu me surpreendi por um momento, mas peguei a tigela. Assim que a segurei, senti o calor se espalhar pelas minhas mãos.

Era um chá de gengibre com limão, preparado na medida certa. Não estava quente demais, e o sabor suave do limão equilibrava perfeitamente o toque picante do gengibre.

Era como o próprio Thiago: alguém que parecia frio e indiferente, mas que, nos detalhes mais sutis, revelava uma gentileza discreta e inesperada.

Não sei se foi o chá ou a noite de sono tranquila, mas quando acordei no dia seguinte, a febre havia passado, e todo o cansaço também. Eu me sentia renovada.

Quando desci as escadas, vi Davi do lado de fora, praticando exercícios. Lorena, apesar de parecer um pouco pálida, estava na cozinha ajudando os funcionários a organizar o café da manhã.

Imediatamente, fui até ela para ajudar.

— Débora, você tomou um susto ontem, né? — Lorena perguntou, com um tom gentil. — Se não dormiu bem, volte para a cama. Ainda é cedo.

— Não, eu estou bem. — Respondi com um sorriso. — Dormi muito bem esta noite.

Enquanto falávamos, meu olhar percorreu instintivamente a sala, como se procurasse algo ou alguém.

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