No dia seguinte, eu fiquei sabendo que Mônica já tinha assinado contrato com o estúdio.
O contrato era bem claro: qualquer ator que precisasse se ausentar das gravações deveria pedir autorização previamente. Caso contrário, o contrato seria rescindido imediatamente.
Isso significava que Mônica não poderia mais sair do estúdio à vontade para voltar para casa e se aproximar de Laís. Foi só então que eu me senti um pouco mais tranquila.
Pensar que Laís havia passado por uma intoxicação alimentar, sido usada por Mônica e internada duas vezes seguidas no hospital fazia meu coração se apertar de dor.
Eu estava avaliando as possibilidades de como conseguir ver Laís e fazer logo o teste de DNA para provar nosso vínculo de mãe e filha.
Foi então que meu celular tocou. Era Natália.
— Débora, temos um problema. — A voz dela estava pesada e séria. — Augusto perdeu completamente a cabeça! Você sabia que ele pagou dez vezes o valor de mercado para contratar alguns professores particulares e levá-los para Brisa do Mar, só para dar aulas exclusivas para Laís? Pelo jeito, ela não vai mais frequentar a escola infantil.
Eu respirei fundo, tentando controlar a raiva e a indignação que subiam pelo meu peito, e respondi:
— Quanto mais ele faz isso, mais ele prova que está com medo. Ele teme que eu me aproxime de Laís na escola. Ele está com medo de eu conseguir o teste de DNA.
Natália, que trabalhava com educação infantil, falou com preocupação:
— Augusto pode até parecer generoso com a filha ao fazer isso, mas, na verdade, está prejudicando muito o desenvolvimento dela. Crianças dessa idade precisam do ambiente escolar para aprender a socializar. Mantê-la isolada em casa só vai dificultar ainda mais as coisas no futuro. Se continuar assim, quando Laís entrar em uma escola de verdade, ela vai acabar se tornando uma criança retraída, incapaz de se relacionar com os colegas.
Eu perguntei:
— Você sabe de onde ele contratou esses professores?
Natália suspirou e respondeu:
Eu havia passado várias noites em claro revisando o roteiro, me esforçando para atrair Mônica para a armadilha. E agora, mesmo depois de todo esse esforço, eu ainda não conseguia ver minha filha.
Meu olhar caiu, sem querer, sobre o calendário. Faltavam apenas três dias para o dia 8 de dezembro.
Era o aniversário da minha filha. E também o “dia de sua morte”.
Esse “dia de morte” foi algo que Augusto impôs a ela… E também a mim.
Mesmo assim, eu fui ao cemitério.
Mesmo que meu coração estivesse quase certo de que Laís era minha filha, a criança enterrada ali simbolizava o que foi o meu casamento com Augusto: algo que morreu e foi enterrado para sempre nas profundezas de uma escuridão sem fim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Dote??? Em que séculos estamos? Pra completar o bingo de horrores desse livro só faltou necrofilia......
Ah deu uma desanimada agora lendo os comentários E cheguei no capítulo 124 já com tantas pontas soltas esperando no final ia ter a grande revelação e pelo comentários aqui já vejo que não terá. Quando mais estava lendo sentia, um está parecendo uma história de enrolação. Esperando Augusto descobrir todas armações de Monica e implorar por Débora e parece que só piora...
No final vcs bloqueiam, não é, filhos do satã? Quanta esperteza.....
Gente eles não vão liberar grátis...
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...