Eu segurei o incômodo e, depois de amarrar o avental, comecei a separar os ingredientes para o bolo.
Laís ficou na ponta dos pés, apoiada no balcão da cozinha, com o nariz quase encostando na borda da tigela de porcelana.
— Tia, posso te ajudar a quebrar os ovos? — Perguntou ela, com os olhos grandes e brilhantes, parecendo um filhote de gatinho esperando ser alimentado.
Peguei um ovo e coloquei na mãozinha dela, enquanto segurava outro para ensiná-la como fazia.
Laís era rápida para aprender. Depois de quebrar dois ovos, ela já fazia o processo com tanta habilidade que parecia uma profissional mirim.
Foi nesse momento que Augusto tirou o celular do bolso e começou a nos gravar.
Franzi a testa e perguntei:
— O que você está fazendo?
Ele respondeu com a voz calma e indiferente de sempre:
— Estou registrando o crescimento da Laís. Quando ela crescer, quero mostrar isso para ela.
Aquele olhar cheio de ternura era algo que Augusto nunca tinha, exceto quando estava com Laís. Só com ela, seus olhos revelavam uma leveza que não existia em nenhum outro momento.
Eu me peguei rindo amargamente por dentro. Ele tratava Laís como um verdadeiro tesouro.
E eu? Eu tinha que suportar a dor de estar separada da minha própria filha.
De repente, Laís suspirou e disse, com um tom de lamento:
— Ah, se minha mamãe estivesse aqui... Faz tantos dias que não vejo minha mamãe. Estou com muita saudade dela.
Minha mão, que estava amassando a massa, congelou no mesmo instante. Era como se uma agulha de gelo tivesse perfurado meu coração.
Augusto, porém, respondeu com carinho:
— Sua mamãe está gravando. No dia do seu aniversário, ela com certeza vai voltar para ficar com você.
— Oba! — Exclamou Laís, sorrindo de orelha a orelha. Seus dentinhos de leite apareceram enquanto ela falava, orgulhosa. — Minha mamãe é uma superestrela! Ela sempre diz que ser filha de uma estrela é difícil porque as estrelas são muito ocupadas. Mas também são muito brilhantes! Papai, quando eu crescer, eu também quero ser uma superestrela!
Suspirei em silêncio. Não importava o quanto eu me esforçasse, naquele momento, eu sabia que jamais conseguiria ocupar o lugar de Mônica no coração de Laís.
Enquanto Laís conversava animadamente com Augusto, ela só falava comigo para perguntar sobre os passos do bolo. Nada além disso.
Quando ela começou novamente a falar sobre Mônica, chamando-a de “mamãe”, eu não consegui mais me segurar e a interrompi:
— Laís, vá você mesma pegar. A bolsa da tia está no sofá da sala.
Laís, com pressa de pegar o presente, saiu correndo em direção à sala.
Eu olhei para Augusto e soltei uma risada sarcástica.
— Você tem tanto medo de me deixar sozinha com Laís? Nem por um minuto?
Augusto me respondeu com frieza:
— Laís tem uma vida tranquila e feliz agora. Você ouviu como ela depende de Mônica. Eu só não quero que você atrapalhe isso. É simples assim.
Enquanto conversávamos, Laís voltou correndo para a cozinha, segurando o presente embalado com um laço de fita.
Ela mal colocou a caixa na mesa e já enfiou a mãozinha no bolso, tirando algo brilhante.
Com os olhos arregalados de curiosidade, ela me mostrou o objeto cintilante e perguntou:
— Tia, isso aqui também é para mim? É tão lindo, parece que brilha!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...