Aquele era o filho que eu carreguei no ventre e dei à luz com tanto sacrifício! Como eu poderia simplesmente desistir dele?
…
Depois de voltar do cemitério, eu me tranquei no quarto. Olhei fixamente para o calendário, para a data “08/12” circulada com caneta vermelha. Meus dedos passaram várias vezes sobre aqueles números, como se quisessem gravá-los na alma.
Quatro anos. Durante quatro anos, eu não participei de nenhum momento do crescimento de Laís. Nem sequer tive a chance de passar um único aniversário ao lado dela.
De repente, me lembrei do que ela disse da última vez no hospital. Ela queria um bolo do Stitch. Parecia que a pequena realmente gostava muito desse personagem.
Pesquisei na internet sobre o brinquedo e descobri que alguns modelos já estavam fora de produção. Depois de muito procurar, finalmente encontrei algumas versões raras em um site de revenda. O preço era altíssimo, mas, mesmo assim, decidi comprá-las. Queria dar para Laís no dia do aniversário dela.
Na véspera do aniversário, liguei para Augusto e perguntei:
— Amanhã, quero ir até aí para comemorar o aniversário da Laís. Ela estará em casa?
Houve um silêncio do outro lado da linha por dois segundos, antes de ele responder com a voz fria e grave:
— Débora, o aniversário da Laís não é amanhã.
— Você sabe muito bem que dia é o aniversário dela. — Apertei o celular com tanta força que meus dedos doíam. — Augusto, só quero comemorar o aniversário dela uma única vez. Não vou fazer nada que te deixe desconfortável. Você me privou do direito de ser mãe por quatro anos inteiros. Só quero realizar esse pequeno desejo de passar um aniversário com a minha filha. Se você ainda tiver um mínimo de consciência, não deveria me negar isso!
Do outro lado da linha, ouvi sua respiração hesitar por um instante. Depois de uma longa pausa, ele finalmente respondeu:
— Pode vir. Mas estou te avisando: não tente nada com Laís, ou você nunca mais a verá.
No dia seguinte pela manhã, fui até Brisa do Mar com os presentes para Laís.
Aquele lugar, que um dia eu pensei que seria meu lar para toda a vida, agora parecia tão estranho para mim.
Assim que me viu, Ana abriu um sorriso caloroso e disse:
— Sra. Moretti, entre, por favor. O Sr. Augusto está esperando com Laís na sala.
Eu retribuí o sorriso e respondi:
— Não me chame mais de “Sra. Moretti”.
— Então vamos comemorar adiantado. Assim, você pode ter dois aniversários. Não é ótimo?
— Uau! É mesmo! — Laís bateu palmas animadamente, seus olhos brilhando como estrelas. — Tia, você pode me ajudar a fazer um bolo hoje?
— Claro que posso!
Eu não resisti e tentei abraçá-la, mas Laís se afastou discretamente.
Talvez, para ela, eu ainda fosse apenas uma estranha que sabia cozinhar bem.
Augusto permaneceu em silêncio o tempo todo, apenas ocasionalmente lançando um olhar frio e distante para nós.
Isso, no entanto, era bom. Se ele queria ser invisível e me deixar passar o dia com Laís, eu já estava mais do que satisfeita.
Mas, quando levei Laís para a cozinha, ele nos seguiu. Encostou-se na porta, observando cada movimento meu como se estivesse lidando com uma ladra.
Eu sabia o que passava pela cabeça dele. Augusto temia que eu tentasse conseguir amostras de Laís para fazer um teste de DNA.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...