Augusto já havia entrado em contato com seus contatos no caminho para o hospital. Quando chegamos, fomos diretamente para a sala de monitoramento.
No entanto, o funcionário responsável por acessar as gravações parecia desconfortável ao nos receber. Ele explicou com um tom de desculpas:
— Sr. Augusto, sinto muito, mas nosso sistema de câmeras foi invadido por hackers há alguns dias. Perdemos todas as gravações das últimas duas semanas. O departamento de TI ainda está tentando recuperar os arquivos.
O olhar de Augusto pousou em mim, carregado de desconfiança. Era como se ele acreditasse que eu mesma fosse a responsável por tudo aquilo.
Eu balancei a cabeça, incrédula, e disse:
— Isso não faz sentido! É muita coincidência! Alguma coisa está errada. Aquela mulher com certeza está envolvida!
Augusto agarrou meu pulso com força e me puxou para fora da sala.
A pressão que ele aplicava era tão forte que parecia que ele ia quebrar meus ossos.
— Coincidência? — Ele rosnou. — Débora, tudo isso foi claramente um teatro que você armou! Sem as câmeras, sem provas concretas, você pode continuar inventando histórias, né?
— Eu não fiz nada! — A dor no pulso me fez tremer. — Augusto, tenta ser razoável!
— Razoável? — Os olhos dele estavam cheios de raiva, tão intensos que parecia que ele ia me devorar. — Hoje você vai me dizer a verdade. Quero saber, de uma vez por todas, como Alice morreu!
Toda a mágoa e frustração acumuladas dentro de mim explodiram naquele momento. Com toda a força que consegui reunir, eu puxei meu braço, soltando-me do aperto dele.
Encarei o rosto distorcido de raiva de Augusto e, antes que pudesse me conter, as palavras que estavam presas na minha garganta finalmente saíram:
— Augusto, não se esqueça de que foi você quem se ajoelhou na minha frente com um anel de diamante e me pediu em casamento! Você vive me pressionando por explicações, mas agora sou eu quem quer perguntar: se você amava tanto a Alice, por que você me casou comigo? Me dá uma explicação!
A expressão de fúria no rosto dele congelou. Os olhos de Augusto se arregalaram, e os músculos em seu pescoço ficaram tensos, com as veias saltando.
Ele abriu a boca, como se quisesse dizer algo, mas nenhuma palavra saiu.
Eu vi claramente que minhas palavras haviam atingido um ponto sensível. Ele não respondeu, mas também não insistiu mais.
Sem dizer nada, virei as costas e saí dali.
Do outro lado da linha, houve um longo silêncio. Não ouvi nenhuma palavra, apenas o som suave e hesitante de sua respiração.
Não esperei mais. Desliguei o telefone.
De qualquer forma, ele havia prometido no cemitério que assinaria o divórcio.
No entanto, no dia seguinte, no tribunal, o banco do réu permaneceu vazio. Augusto não apareceu. Nem mesmo o advogado dele.
— A ausência do réu implica no adiamento da audiência. — Anunciou o juiz, batendo o martelo.
Naquele instante, apertei os punhos, sentindo uma mistura de impotência e frustração.
Mais uma vez! Augusto sempre foi assim: cruel e egoísta. Ele nunca cumpriu nenhuma das promessas que um dia me fez.
A Dra. Lúcia, minha advogada, tentou me consolar:
— Muitos casos de divórcio não se resolvem na primeira audiência. Mesmo que ele tivesse vindo hoje, o juiz provavelmente não daria o veredito de imediato. Vá para casa, converse com ele. Se não resolvermos agora, tentamos de novo. O importante é você se manter firme. Se você não desistir, mais cedo ou mais tarde esse casamento vai acabar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...