— Sim. — Eu assenti com firmeza.
Saí do tribunal com a Dra. Lúcia, abrindo o guarda-chuva.
A chuva fria e incessante do fim do inverno parecia refletir exatamente como eu me sentia: sombria e sufocante.
Assim que entrei no meu carro, o celular tocou. Era Augusto.
Eu atendi, tentando conter a raiva:
— Augusto, onde você está? Havíamos combinado de assinar o divórcio hoje. Por que você não apareceu?
— Venha até Brisa do Mar buscar os seus pais.
A voz dele não demonstrava nenhuma emoção, tão fria e calma que me deixou inquieta.
Meu coração afundou de imediato. Será que Augusto havia encontrado meus pais e os convencido a interferir, pedindo que eu desistisse do divórcio?
Eu insisti, tentando entender:
— O que você quer dizer? Por que os meus pais estão com você?
— Venha e verá.
Ele desligou após enviar uma localização, seguida de um vídeo.
Abri o vídeo e, no instante em que a imagem surgiu, fiquei completamente paralisada.
Na entrada de Brisa do Mar, meus pais estavam ajoelhados no chão de concreto, encharcados pela chuva. Eles batiam a cabeça contra o portão fechado, murmurando palavras que eram quase inaudíveis por causa da chuva, mas eu conseguia distinguir frases como: “Por favor, deixe-o em paz.”
Pisei no acelerador imediatamente, enquanto retornava a ligação para Augusto. Ele atendeu quase de imediato.
— Augusto! — Minha voz tremia quando o confrontei. — O que você fez com os meus pais? Você perdeu completamente a humanidade? Eles já têm uma idade avançada, e você os deixou ajoelhados na chuva!
A voz dele permaneceu tão fria e controlada quanto antes:
— Eu não os obriguei a se ajoelhar. Tentei mandá-los embora, mas eles não quiseram sair.
Acelerei ainda mais, quase perdendo o controle do carro. Meu coração estava disparado, e minha mente girava em um turbilhão de raiva e desespero.
Quando finalmente cheguei a Brisa do Mar, a chuva ainda castigava o lugar, implacável.
— Vamos para casa. Eu vou resolver isso. Vou falar com ele.
Eu sabia que era exatamente isso que Augusto queria. Ele conhecia a dívida de gratidão que eu tinha com a família Lins e, mesmo assim, fez questão de me mostrar essa cena cruel para me forçar a ceder. Ele queria que eu me curvasse, que eu admitisse que Alice tinha morrido por minha culpa.
Com muita insistência, consegui convencer meus pais a voltarem para o carro. Peguei uma toalha seca e entreguei para eles.
— Pai, mãe, sequem-se um pouco. Eu vou conversar com ele.
Maria segurou minha mão com força, como se fosse sua última esperança:
— Débora, por favor… Salve o seu irmão.
— Eu vou. — Respondi com a voz rouca.
Embora eu estivesse furiosa com meu irmão por causa de seu envolvimento com Mônica, não podia ignorar minha dívida com a família Lins.
Depois de acalmá-los, entrei sozinha em Brisa do Mar.
Quando passei pela porta, Augusto já estava descendo as escadas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...