Augusto chamou uma das empregadas e ordenou:
— Leve a mala da Sra. Moretti para o quarto principal e organize tudo.
A empregada respondeu prontamente e começou a se mover, mas eu a interrompi rapidamente:
— Espere.
Olhei diretamente para Augusto e perguntei:
— Você realmente quer recomeçar comigo?
Ele sorriu, como se achasse minha pergunta desnecessária:
— Ainda acha que eu não estou sendo sincero? Você faz ideia da pressão que enfrentei no conselho de administração para retirar a acusação contra o seu irmão?
Eu não me deixei levar pelas palavras dele e procurei contornar a situação, mantendo o tom diplomático:
— Se você realmente quer recomeçar, pode me dar um pouco de tempo? Tudo o que aconteceu antes... Eu preciso digerir. Agora... Não consigo voltar para o quarto principal com você. Posso ficar no quarto de hóspedes por enquanto?
Eu jamais conseguiria dormir naquele quarto, naquela cama que Augusto dividiu com Mônica. Só de pensar nisso, meu estômago já embrulhava.
O olhar de Augusto parou no meu rosto por alguns segundos, como se ele estivesse tentando entender algo. Então, pela primeira vez, ele decidiu se justificar:
— Débora, entre Mônica e eu nunca aconteceu o tipo de coisa que você está imaginando. Nunca. Se o problema for a cama, eu mando trocar agora mesmo.
Eu fiquei momentaneamente surpresa.
As palavras de Augusto eram difíceis de acreditar. Ele e Mônica dividiram o mesmo quarto, a mesma cama, por tanto tempo. Dizer que nunca aconteceu nada era quase uma piada.
Mas, naquele momento, não era hora de discutir isso. E, sinceramente, o que ele fazia ou deixava de fazer com Mônica já não me importava mais.
Eu precisava manter a paz nos próximos dias. Assim que meu irmão saísse da prisão, entraria com um novo pedido de divórcio.
Respirei fundo e respondi com calma:
— Eu acredito em você. Mas eu realmente preciso de um tempo para aceitar este casamento de novo. Quando eu estiver pronta, volto para o quarto principal.
Augusto ficou me observando por alguns segundos. No final, ele cedeu e assentiu:
— A Sra. Moretti tem problemas de anemia. A partir de agora, inclua mais pratos ricos em ferro no cardápio.
— Pode deixar, senhor, já anotei.
Ana sorriu novamente, olhando para nós com uma expressão satisfeita, como se fôssemos um casal perfeito.
Eu me peguei pensando. Durante aquele único dia, Augusto havia me mostrado mais sorrisos e cuidado do que em todos os nossos três anos de casamento juntos.
Mas era tarde demais. Eu não precisava mais de atenção atrasada.
Foi então que percebi algo: Augusto estava usando a aliança de casamento.
Aquele anel, ele só havia usado no dia em que nos casamos. Depois, quando perguntei por que ele não usava, ele disse que não gostava de usar nada nas mãos, que se sentia preso.
Na época, eu não pensei muito nisso. Continuei usando a minha aliança todos os dias, adorava ver os diamantes brilharem à luz do sol ou sob a luz da lâmpada.
Depois, quando fiquei grávida e comecei a reter líquidos, a aliança não cabia mais no meu dedo.
Quando o bebê nasceu e ele me disse que nosso filho tinha morrido, Augusto ficou ainda mais frio comigo. A partir daquele momento, a esperança que eu tinha em nosso casamento começou a desaparecer. Eu nunca mais usei aquela aliança.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...