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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 286

Mais tarde, eu vendi o colar de compromisso, a aliança e todas as joias que Augusto havia me dado. Usei o dinheiro para pagar o tratamento da minha mãe.

Jamais imaginei que, um dia, aquele anel voltaria ao dedo de Augusto, justo no momento em que nosso casamento já estava em ruínas.

Enquanto eu pensava nisso, Augusto quebrou o silêncio e perguntou:

— E a sua aliança? Depois do jantar, procure e volte a usá-la. Antes, você não adorava coisas que brilham?

— Vendi. — Respondi com frieza.

A colher que ele segurava parou no ar. A insatisfação estampada em seu rosto era evidente. Ele perguntou, com a voz gelada:

— Quando você vendeu?

— Na mesma época em que vendi o colar de compromisso. Sua mãe deixou bem claro que, dali em diante, você não pagaria mais o tratamento da minha mãe. Então, vendi tudo o que podia.

Eu expliquei de forma clara e objetiva. Ele não tinha como me culpar.

Augusto não respondeu.

O rosto dele, que minutos antes estava razoavelmente tranquilo, agora exibia uma expressão gélida. Ele terminou a refeição em silêncio e subiu as escadas, sem me dirigir mais nenhuma palavra.

Senti um alívio imediato. O desprezo e a indiferença dele eram a melhor coisa para mim naquele momento. O que me deixava desconfortável era sua proximidade, que sempre vinha carregada de um peso esmagador.

Depois do jantar, voltei para o quarto de hóspedes e, ao pegar meu celular, percebi várias chamadas perdidas de Eduarda.

Retornei a ligação.

— Débora! Finalmente! Preciso de ajuda urgente! — Disse ela, apressada. — A empresa está um caos de tanto trabalho, e eu não dou conta de tudo. Surgiu uma vaga por indicação interna, e o período de teste é de apenas dois meses. Se der tudo certo, você pode ser efetivada. O que acha?

Parei por um instante para pensar.

Ter um trabalho seria uma boa ideia. Dessa forma, eu teria um motivo legítimo para sair de casa todos os dias. Era melhor do que passar o dia inteiro naquela mansão, sob o olhar atento de Augusto.

— Tá bom, eu aceito.

Eduarda ficou radiante com a minha resposta.

De repente, me lembrei de algo e perguntei:

— A sua empresa tem refeitório?

Ela riu, divertida:

— Tem sim, e a comida é ótima!

— Não precisa. A empresa tem refeitório.

Sem esperar por qualquer reação dele, peguei minha bolsa e saí da mansão.

Chegando à empresa, Eduarda me recebeu e fez questão de me mostrar rapidamente a estrutura do local. Depois, me levou para conhecer a chefe de redação.

Hana, a editora-chefe, analisou meu currículo com atenção e deixou um sorriso de aprovação escapar:

— Débora, li algumas reportagens suas sobre temas quentes. Você tem boas ideias. Seja bem-vinda à equipe!

— Obrigada. — Sorri de leve e continuei. — Farei o possível para me adaptar rapidamente.

Hana assentiu e acrescentou:

— Estamos com muitas demandas no momento, então pode ser que você tenha que se esforçar um pouco mais nesse início.

Enquanto falava, ela me entregou uma pasta com documentos.

— Esse é o seu primeiro projeto. Dê uma olhada.

Peguei a pasta e, ao abrir, fiquei completamente surpresa. Era um material para uma entrevista exclusiva com Thiago, o advogado.

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