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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 290

Eu me esforcei ao máximo para acompanhar, mas acabei perdendo de forma vergonhosa. Minhas mãos tremiam de cansaço ao segurar o taco.

Quando Lorenzo voltou, ele chegou bem a tempo de testemunhar minha última tacada fracassada. Ele soltou uma risada leve e brincou:

— Thiago, isso não tem graça. Por que você está competindo tão sério com uma mulher?

Thiago não respondeu. Ele apenas virou o rosto em minha direção, com o mesmo tom gelado de antes:

— Débora, você perdeu. Quem perde, cumpre as condições. Sinto muito, mas não poderei aceitar sua entrevista exclusiva.

Os raios de sol atravessavam as frestas do toldo, iluminando seu rosto. O calor da luz contrastava com a frieza na sua voz e fez um arrepio subir pela minha espinha.

— Não tem problema. — Eu forcei um sorriso para manter as aparências e disse. — Não vou atrapalhar mais sua reunião com seu amigo. Vou indo.

...

Ao sair do campo de golfe, liguei para Eduarda. Minha voz soou desanimada enquanto dizia:

— Não rolou. Thiago é teimoso demais, não dá para quebrar aquele gelo.

Do outro lado da linha, ouvi a risada que parecia já esperar esse resultado:

— Eu avisei, não avisei? Ele não é do tipo que se dobra fácil. Mas relaxa, ninguém conseguiu até hoje, então a chefe não vai cobrar isso de você.

As palavras dela aliviaram um pouco a sensação de fracasso que eu carregava no peito. Mesmo assim, ao lembrar do olhar sarcástico e provocador de Thiago durante o jogo, senti um peso estranho no coração, como se algo tivesse ficado preso ali.

...

Quando cheguei ao Brisa do Mar, Augusto já estava lá.

Ele estava sentado no sofá da sala, com uma pequena caixa de veludo nas mãos. Assim que me viu entrar, ele estendeu a mão, oferecendo a caixa para mim:

— Abra.

Por um instante, fiquei atordoada. A forma como ele agia me transportou de volta ao passado, aos tempos de escola. No ensino médio, ele costumava me esperar na saída da aula com um sorriso ansioso, sempre pronto para me mostrar algo que tinha acabado de conquistar, como se fosse um troféu.

Mais tarde, enquanto eu trabalhava em meu quarto, a ventania de inverno fazia os vidros tremerem com um som grave e constante. Eu estava atualizando meu romance quando uma batida discreta na porta me tirou da concentração.

— Sra. Moretti. — Disse a empregada com a voz baixa. — O Sr. Augusto pediu que a senhora fosse ao closet.

Fiquei intrigada, mas obedeci.

Quando cheguei ao closet, vi Augusto revirando as gavetas e os armários, como se procurasse algo. Ele parecia irritado.

— Onde estão as roupas que você fez para mim? — Ele perguntou, sem rodeios. — Os suéteres e cachecóis que você mesma tricotou? Amanhã vai fazer frio, e eu queria usá-los.

Fiquei imóvel por um momento, surpresa por ele mencionar aqueles presentes. Eu tinha passado semanas fazendo aqueles suéteres e cachecóis, desmanchando e refazendo cada ponto até ficarem perfeitos. Meus dedos ficaram vermelhos e cheios de pequenos cortes por causa das agulhas.

Na época, ele sequer demonstrou interesse. Apenas olhou por cima, enfiou na gaveta e nunca usou. Por que ele se lembrava disso agora?

Com a voz calma, respondi:

— Como você nunca usou, achei que era desperdício deixá-los guardados. Então, mandei para um centro de doações. Pelo menos vão aquecer alguém que realmente precisa.

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