As últimas palavras dela foram como estacas de gelo cravando no meu coração. Eu encarei seu rostinho vermelho de raiva e senti um arrepio subir pela espinha.
Quantas ideias distorcidas a Mônica havia enfiado na cabeça dela?
Eu respirei fundo, tentando controlar o turbilhão de emoções, e disse palavra por palavra:
— Laís, a Mônica não é sua mãe!
— Você está mentindo! — Ela gritou, o rosto transtornado, e na sequência começou a chorar alto, tão estridente que parecia que o som ia rachar o teto.
Eu ainda tentava entender o que estava acontecendo quando a porta do quarto foi escancarada com um estrondo. Augusto entrou apressado, com a testa franzida.
Sem hesitar, ele me empurrou de lado e pegou Laís nos braços.
Eu perdi o equilíbrio e, ao me apoiar na mesa, bati o cotovelo na quina. A dor foi aguda, mas ele sequer olhou para mim.
Com um tom cheio de preocupação, ele perguntou à filha:
— Me conta, meu amor, o que aconteceu?
Laís, entre soluços e lágrimas, gritou:
— Papai! A tia puxou o meu cabelo, está doendo muito...
A expressão de Augusto mudou instantaneamente. Seus olhos, antes preocupados, agora estavam cheios de fúria enquanto ele me encarava.
Eu mal podia acreditar no que estava ouvindo. Como uma criança tão pequena podia ser tão manipuladora? Era impressionante como ela conseguia reproduzir exatamente os mesmos truques de Mônica!
Mas eu não tinha feito absolutamente nada!
Nesse momento, uma voz do lado de fora anunciou:
— Senhor, a Mônica chegou.
Augusto sequer teve tempo de reagir. Mônica entrou correndo no quarto, com uma expressão ansiosa.
— O que aconteceu? Por que a Laís está chorando desse jeito?
Laís apontou o dedo para mim, ainda soluçando:
— Foi ela! Ela puxou meu cabelo e disse que queria ser minha mãe!
Os olhos de Augusto ficaram frios como gelo enquanto ele me fitava.
— Débora, eu te dei uma chance. Pensei, por um momento, que poderíamos recomeçar. Mas olha só o que você fez.
Ela definitivamente não era!
Augusto, no entanto, não atendeu ao pedido da filha imediatamente. Ele se aproximou de mim, com o olhar sério, e disse:
— Peça desculpas à Laís. Eu vou encontrar uma maneira de ela te perdoar.
Eu ri. Foi uma risada leve, mas carregada de ironia e um alívio que parecia sair do fundo da alma.
— Não precisa. Minha consciência está limpa. Não tenho por que pedir perdão.
Eu levantei o olhar e encarei Augusto com firmeza. Disse com clareza, pausando em cada palavra:
— Acabou, Augusto. Eu acredito agora que a Laís não é minha filha. Assine logo os papéis do divórcio. Eu não quero nada, nem a guarda dela, nem um centavo. Só quero que isso termine.
O silêncio tomou conta da sala.
Eu não desviei o olhar de Augusto. Sua expressão permanecia fria, mas eu não senti nenhuma hesitação em minhas palavras.
Sem olhar para trás, abri a porta e encarei o vento gelado do inverno. O ar frio bateu no meu rosto, trazendo consigo uma sensação de clareza e liberdade que eu não sentia há tempos.
No caminho para a empresa, recebi uma ligação de Maria.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...