Laís parecia desapontada. Ela suspirou e disse:
— Tudo bem...
Embora eu valorizasse esses raros momentos em que Laís tomava a iniciativa de falar comigo, o meu trabalho e a minha carreira também eram extremamente importantes para mim.
Assim, me despedi rapidamente do hospital e saí dirigindo apressada em direção à empresa.
Porém, como se o universo estivesse conspirando contra mim, o trânsito na avenida principal estava completamente parado. Quando finalmente cheguei ao escritório, já havia passado dez minutos do horário.
O ambiente no setor estava anormalmente silencioso. Todos estavam de pé junto às suas mesas, como se até o ato de respirar precisasse ser controlado.
Eu tentei me esgueirar, abaixando o corpo, na esperança de chegar despercebida até minha mesa.
Mas, para meu azar, uma comitiva de pessoas vestidas de terno e gravata surgiu no corredor, cercando um homem que caminhava com uma postura imponente.
No instante em que levantei os olhos, meu corpo travou no lugar.
Era Thiago.
Naquele dia, Thiago usava um terno cinza-claro perfeitamente ajustado, feito sob medida. Sua presença era imponente, seu porte ereto, e as linhas de seu rosto eram marcantes e frias. Ele ouvia atentamente o que alguém ao seu lado dizia, enquanto caminhava na minha direção.
E ali estava eu, completamente exposta, sem nenhuma chance de escapar.
Eduarda, que me observava com preocupação, deu um passo à frente, provavelmente para tentar me ajudar a sair daquela situação constrangedora. Mas antes que ela pudesse dizer algo, Thiago falou primeiro:
— Parece que os funcionários desta empresa têm uma noção de pontualidade bastante... Frouxa.
A voz dele não era alta, mas cada palavra estava carregada de uma autoridade que fazia o ambiente inteiro se encolher.
Eduarda, claramente nervosa, tentou intervir:
— Sr. Thiago, a Débora ainda está no período de experiência. Ela não foi efetivada oficialmente.
Thiago arqueou levemente uma sobrancelha. O tom de sua resposta foi afiado, carregado de sarcasmo:
— Período de experiência e já chega atrasada? Pelo visto, os critérios de contratação desta empresa precisam de uma revisão urgente.
Eu permaneci imóvel, como uma estátua. Minha mente estava vazia, meu corpo, tenso. Não sabia se deveria me mexer ou continuar parada.
Todos os olhares do setor estavam voltados para mim. Eu sentia minha cabeça latejar com a pressão.
Foi então que, pelo canto do olho, percebi um rosto familiar entre as pessoas que acompanhavam Thiago.
Vitória?
Ela tinha sido assistente de Augusto no passado.
— Vitória, eu pedi apenas para verificar os registros de ponto. Não te autorizei a fazer julgamentos pessoais. Eu não gosto de pessoas que tomam liberdades fora do que foi solicitado.
O rosto de Vitória perdeu toda a cor. Ela abaixou a cabeça imediatamente e respondeu com a voz trêmula:
— Desculpe, Sr. Thiago.
Thiago não deu mais atenção a ela. Ele olhou para mim e disse:
— Me acompanhe até a sala.
Eu fiquei paralisada por um momento, surpresa com o que acabara de ouvir. Só me mexi quando o vi virar as costas e começar a caminhar em direção à sala temporariamente usada como seu escritório.
Ainda atordoada, o segui apressada.
Enquanto caminhava, eu sentia o peso de todos os olhares sobre mim. Alguns eram de curiosidade, outros de preocupação, e muitos carregavam um certo prazer em ver o meu constrangimento.
A sala de Hana havia sido transformada no escritório temporário de Thiago.
Quando entramos, ele parou e me encarou profundamente.
Com um tom direto e sem nenhum traço de paciência, ele ordenou:
— Feche a porta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...