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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 334

— Obrigado, Débora. — Ele me olhou profundamente, como se quisesse transmitir algo além das palavras.

Eu, no entanto, permaneci indiferente àquele olhar carregado de emoção. Respondi friamente:

— Só fiz isso para deixar a Laís feliz. Não foi por você.

O rosto de Augusto ficou visivelmente tenso. Ele claramente não gostou do que ouviu, mas, para variar, conseguiu se conter.

Nesse momento, Laís pareceu se lembrar de algo. Ela me olhou pensativa e perguntou:

— Você também foi para a área do terremoto? Mas a minha mãe disse que foi ela quem foi para lá. Ela é a heroína de verdade.

Eu não consegui evitar. Apenas suspirei diante da cara de pau de Mônica.

Eu nunca tive coragem de me chamar de “heroína”, então de onde ela tirou essa confiança absurda?

Laís continuou, curiosa:

— Agora há pouco, meus colegas disseram que tem fotos suas na internet, lá no terremoto. Você pode me mostrar?

Peguei meu celular e mostrei algumas fotos de quando eu estava na área afetada, durante entrevistas e ajudando no resgate. Laís franziu as sobrancelhas e comentou:

— Mas por que você estava tão suja? Minha mãe, nas fotos dela, estava toda arrumada e bonita!

Eu fiquei sem saber como responder.

Augusto, que estava ao lado, parecia estar refletindo profundamente. Seu olhar carregava um peso, como se ele tivesse acabado de perceber algo importante.

Afinal, a “beleza” que Mônica ensinava à Laís não era, nem de longe, a verdadeira beleza.

Eu tinha certeza de que Augusto agora enxergava isso com clareza.

E, para corrigir a visão da filha, Augusto decidiu não deixar o assunto morrer. Ele se inclinou um pouco e explicou:

— Laís, a área de um terremoto é um lugar muito difícil. Os verdadeiros heróis são os policiais, os médicos, os bombeiros... Todos eles ficam sujos, cansados e machucados, porque estão salvando vidas. É por causa dessas pessoas “sujas” que tantas vidas são salvas. Eles são as pessoas mais bonitas de todas. Entendeu?

Laís olhou para o pai e depois para mim. Ela pareceu pensar por alguns segundos antes de balançar a cabeça afirmativamente, mesmo que ainda não compreendesse totalmente.

Talvez fosse porque, naquele dia, eu a ajudei a ganhar destaque diante dos colegas ou porque sugeri que ela usasse as perucas. O fato é que Laís já não parecia tão resistente à minha presença.

Sem que eu percebesse, o dia foi passando, e logo já era fim de tarde.

Os olhos dela brilhavam de expectativa, me olhando com um misto de entusiasmo e carinho.

Senti meu coração derreter. Caminhei até ela e vi que Laís havia colocado todas as presilhas que gostava no carrinho de compras do celular.

Era incrível como meninas pareciam ter uma ligação natural com esse tipo de coisa. Assim que começava a falar sobre acessórios, Laís não parava mais:

— Olha, essas presilhas com laços de borboleta... Será que dá para usar nas perucas? Você acha que o rosa é mais bonito ou o lilás?

Augusto, que estava ao lado, observava a cena com um sorriso de satisfação e disse:

— Parece que Laís confia muito no seu gosto, Débora. Eu tentei ajudá-la a escolher, mas ela nem quis ouvir. Quer saber? Acho que devíamos comprar tudo.

Eu ri, mas lembrei que o novo chefe chegaria para a visita hoje. Precisava sair o mais rápido possível. Então, ajudei Laís a escolher uma presilha rapidamente.

No entanto, antes mesmo de terminar, ela abriu outro link no celular e me puxou para continuar escolhendo.

— Laís, que tal fazermos isso quando eu voltar do trabalho?

Olhei para o relógio. Se não saísse naquele instante, acabaria me atrasando de verdade.

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