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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 344

Eu olhei para aquele teste de DNA por um longo tempo. Quando finalmente levantei os olhos, não havia mais nenhuma dúvida ou hesitação em mim. Com a voz calma, como se falasse de algo que não me dizia respeito, declarei:

— Eu não quero a guarda dela.

Lúcia, que segurava os documentos, parou por um momento. Ela levantou o olhar para mim, parecendo surpresa.

Eu sustentei o olhar dela e continuei:

— Agora, a única coisa que eu quero é me divorciar o mais rápido possível e cortar todos os laços com o passado.

— Tudo bem. — Lúcia guardou os documentos que eu havia entregue e disse. — Desta vez, com tantas provas, não haverá contratempos. Mas... Como você retirou o processo na última vez, é necessário esperar seis meses para entrar com um novo pedido. Por isso, minha recomendação é que você converse com seu marido e tente convencê-lo a assinar os papéis.

Eu assenti com a cabeça e respondi:

— Não importa. Ele assinando ou não, isso não muda minha decisão de me divorciar.

Além disso, eu já havia saído de casa. Não queria o dinheiro dele, nem a guarda da criança.

E afinal, o que significava um pedaço de papel chamado certidão de divórcio?

Ao sair do escritório de advocacia, caminhei pela calçada com uma sensação de alívio indescritível.

Percebi que abrir mão de Laís não era uma rendição. Era uma forma de libertar a mim mesma.

...

Quando voltei para o escritório, mal havia me sentado quando Eduarda arrastou a cadeira para perto de mim.

Ela abaixou a voz, cheia de curiosidade e surpresa:

— Débora, você viu? O Sr. Thiago apareceu na empresa de novo!

Eu segui o olhar dela em direção à sala do presidente e perguntei:

— E daí?

Eduarda começou a analisar a situação, como sempre:

— Nossa empresa é tão pequena, acabou de ser comprada. O que a gente fatura em um ano não dá nem para pagar os custos diários da sede do Grupo Ribeiro. Ele vem aqui o tempo todo... Não é uma perda de tempo?

Minha mente ficou um pouco confusa, mas rapidamente descartei qualquer possibilidade absurda.

Nossa empresa não tinha elevador exclusivo para o presidente. Até mesmo Thiago precisava usar o mesmo que os funcionários.

O problema era que, sempre que ele estava por perto, os funcionários evitavam entrar no elevador com ele.

Nós mal tínhamos parado na frente do elevador quando Thiago e Vitória apareceram.

Vitória avançou à nossa frente, nos empurrando de lado com um sorriso forçado, abrindo espaço para Thiago entrar primeiro.

Eu e Eduarda trocamos olhares. Estávamos prestes a desistir e pegar as escadas quando o elevador se abriu.

Thiago olhou diretamente para nós e disse, com indiferença:

— Podem entrar.

Eduarda quase tropeçou ao agradecer, claramente surpresa. Eu a segui para dentro do elevador sem dizer nada.

Vitória nos lançou um olhar de desprezo que imediatamente me trouxe memórias.

Era o mesmo olhar de quando ela trabalhava como assistente de Augusto, usando sua posição para me humilhar sempre que podia.

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