Eu raramente falava no grupo, mas às vezes gostava de acompanhar as conversas. Ficava lendo até tarde da noite, só largando o celular quando o assunto finalmente acabava.
No dia seguinte, fui acordada pelo toque insistente do meu celular.
O nome “Laís” na tela me fez franzir a testa.
Mas, como toda mãe, eu tinha aquele instinto natural de cuidado com minha filha. Então, atendi.
— Você... Você pode me levar para a escola?
A voz do outro lado da linha tinha um tom tímido e hesitante. Desta vez, nem mesmo um “tia” ela usou para se referir a mim.
Ela claramente me detestava, então por que estava me pedindo isso?
Eu não respondi de imediato e perguntei:
— Onde você está?
— Estou na casa da vovó. Ela disse de manhã que estava se sentindo mal e não quis levantar...
A voz de Laís foi ficando cada vez mais baixa até ela murmurar:
— Se você não vier, eu vou sozinha para a escola.
Naquele momento, me lembrei do acidente de carro da última vez que ela tentou ir sozinha, e meu coração apertou.
— Fique em casa me esperando. Estou indo agora.
Quando cheguei na casa de Fabiana, não encontrei Laís na sala.
Fabiana estava de pijama sentada no sofá. Ela me olhou de relance e apontou para o andar de cima:
— Laís está no quarto trocando de roupa. Essa menina é enrolada demais. Até agora não conseguiu se vestir. Eu não tenho forças para cuidar dela, então é melhor você ir lá ver.
Como ainda precisava ir trabalhar, subi para ajudar Laís a se arrumar mais rápido e levá-la logo para a escola.
Uma empregada me acompanhou até o segundo andar.
— Laís está naquele quarto.
Assim que me indicou a porta, a empregada se retirou.
Eu empurrei a porta e, no segundo seguinte, fiquei completamente chocada.
Meus olhos se arregalaram ao ver Augusto e Mônica nus, deitados na cama. O lençol cobria apenas até a cintura de ambos.
Mônica já estava acordada. Ela acariciava o rosto de Augusto com os dedos, enquanto me olhava de soslaio, com um brilho provocador nos olhos.
Enquanto falava, Mônica apagava uma por uma as fotos que eu havia tirado. Não deixou absolutamente nada no celular.
A confusão foi tão grande que Augusto, finalmente, acordou.
Meu peito subia e descia com a respiração pesada enquanto eu olhava para ele, que agora estava sentado, esfregando as têmporas com uma expressão confusa.
Foi então que ele pareceu perceber o que estava acontecendo. Ele se endireitou de repente, olhou na minha direção com total incredulidade, e seus olhos se arregalaram.
Mônica começou a chorar, seu rosto cheio de uma falsa expressão de culpa. Sua voz saiu trêmula:
— Débora, se você quer culpar alguém, culpe a mim! Não foi culpa do Augusto. É tudo minha culpa... Eu sou a errada...
Eu lancei um olhar irônico para Augusto. Sem dizer nada, me virei e desci as escadas.
Fabiana veio atrás de mim, e sua voz cheia de desprezo soou às minhas costas:
— Débora, agora você finalmente entendeu, né? Mesmo que você não queira se divorciar, isso não muda o fato de que Augusto e Mônica estão juntos.
Eu parei no meio da escada e me virei para encará-la. Tudo nela me causava repulsa.
Soltei uma risada fria e respondi, olhando diretamente para aquele rosto amargo:
— Você armou tudo isso, usou minha filha para me trazer aqui e me fazer presenciar essa cena nojenta. Deve ter dado muito trabalho, né? Mas, no final das contas, quem não quer assinar os papéis do divórcio é o seu filho, não eu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...