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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 346

Eu raramente falava no grupo, mas às vezes gostava de acompanhar as conversas. Ficava lendo até tarde da noite, só largando o celular quando o assunto finalmente acabava.

No dia seguinte, fui acordada pelo toque insistente do meu celular.

O nome “Laís” na tela me fez franzir a testa.

Mas, como toda mãe, eu tinha aquele instinto natural de cuidado com minha filha. Então, atendi.

— Você... Você pode me levar para a escola?

A voz do outro lado da linha tinha um tom tímido e hesitante. Desta vez, nem mesmo um “tia” ela usou para se referir a mim.

Ela claramente me detestava, então por que estava me pedindo isso?

Eu não respondi de imediato e perguntei:

— Onde você está?

— Estou na casa da vovó. Ela disse de manhã que estava se sentindo mal e não quis levantar...

A voz de Laís foi ficando cada vez mais baixa até ela murmurar:

— Se você não vier, eu vou sozinha para a escola.

Naquele momento, me lembrei do acidente de carro da última vez que ela tentou ir sozinha, e meu coração apertou.

— Fique em casa me esperando. Estou indo agora.

Quando cheguei na casa de Fabiana, não encontrei Laís na sala.

Fabiana estava de pijama sentada no sofá. Ela me olhou de relance e apontou para o andar de cima:

— Laís está no quarto trocando de roupa. Essa menina é enrolada demais. Até agora não conseguiu se vestir. Eu não tenho forças para cuidar dela, então é melhor você ir lá ver.

Como ainda precisava ir trabalhar, subi para ajudar Laís a se arrumar mais rápido e levá-la logo para a escola.

Uma empregada me acompanhou até o segundo andar.

— Laís está naquele quarto.

Assim que me indicou a porta, a empregada se retirou.

Eu empurrei a porta e, no segundo seguinte, fiquei completamente chocada.

Meus olhos se arregalaram ao ver Augusto e Mônica nus, deitados na cama. O lençol cobria apenas até a cintura de ambos.

Mônica já estava acordada. Ela acariciava o rosto de Augusto com os dedos, enquanto me olhava de soslaio, com um brilho provocador nos olhos.

Enquanto falava, Mônica apagava uma por uma as fotos que eu havia tirado. Não deixou absolutamente nada no celular.

A confusão foi tão grande que Augusto, finalmente, acordou.

Meu peito subia e descia com a respiração pesada enquanto eu olhava para ele, que agora estava sentado, esfregando as têmporas com uma expressão confusa.

Foi então que ele pareceu perceber o que estava acontecendo. Ele se endireitou de repente, olhou na minha direção com total incredulidade, e seus olhos se arregalaram.

Mônica começou a chorar, seu rosto cheio de uma falsa expressão de culpa. Sua voz saiu trêmula:

— Débora, se você quer culpar alguém, culpe a mim! Não foi culpa do Augusto. É tudo minha culpa... Eu sou a errada...

Eu lancei um olhar irônico para Augusto. Sem dizer nada, me virei e desci as escadas.

Fabiana veio atrás de mim, e sua voz cheia de desprezo soou às minhas costas:

— Débora, agora você finalmente entendeu, né? Mesmo que você não queira se divorciar, isso não muda o fato de que Augusto e Mônica estão juntos.

Eu parei no meio da escada e me virei para encará-la. Tudo nela me causava repulsa.

Soltei uma risada fria e respondi, olhando diretamente para aquele rosto amargo:

— Você armou tudo isso, usou minha filha para me trazer aqui e me fazer presenciar essa cena nojenta. Deve ter dado muito trabalho, né? Mas, no final das contas, quem não quer assinar os papéis do divórcio é o seu filho, não eu.

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