— Você! — Fabiana estava tão furiosa que o rosto dela ficou vermelho. Ela apontou o dedo para mim e gritou. — Você quer bancar a santa enquanto se comporta como uma vagabunda! Quem te deu essa audácia de vir se achar na minha frente?
Eu não queria mais perder meu tempo discutindo com ela, então simplesmente me virei e saí. Entrei no carro sem olhar para trás.
Assim que liguei o motor, vi Augusto correndo para fora da casa.
Meu carro já estava se movendo lentamente quando ele alcançou a janela. Ele começou a bater no vidro, falando algo que eu não conseguia ouvir.
Eu olhei para o rosto dele, que estava cheio de desespero, e só senti ironia.
No instante seguinte, pisei no acelerador e deixei ele para trás, sem hesitar.
Enquanto dirigia, minhas mãos tremiam no volante.
Mesmo sabendo que Augusto já não significava nada para mim há tempos, o nojo de ter flagrado com meus próprios olhos ele e Mônica naquela cena repugnante ainda me causava uma náusea insuportável.
…
Cerca de meia hora depois, cheguei ao estacionamento da empresa.
Mal havia descido do carro, quando Augusto apareceu. Ele parou o carro bruscamente na minha frente, me surpreendendo. Não fazia ideia de como ele tinha conseguido me seguir até ali.
Augusto estava completamente diferente de como costumava ser. Ele havia perdido toda a aparência elegante. A camisa estava amarrotada, os cabelos bagunçados, e os olhos dele estavam vermelhos de cansaço.
Ele veio direto até mim e segurou meu pulso com força:
— Débora, me escuta! Não é o que você está pensando. Eu posso explicar, eu…
Eu puxei minha mão de volta, sentindo o gelo na ponta dos meus dedos. Meus olhos caíram na camisa dele, que estava abotoada de forma errada. Minha voz saiu calma, quase indiferente:
— Você já se limpou?
As palavras dele ficaram presas na garganta. O rosto de Augusto passou de ansioso para pálido, tomado por um constrangimento evidente.
Ele abriu e fechou os lábios, mas não conseguiu dizer nada.
Meu coração apertou na mesma hora. Tentei puxar meu braço da mão de Augusto com ainda mais força, mas ele não afrouxou o aperto.
Eu forcei um sorriso, mal conseguindo sustentar o olhar de Thiago, e respondi com a voz mais baixa que consegui:
— Desculpe, Sr. Thiago. Essa será a última vez.
Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, Augusto falou, olhando diretamente para Thiago com um tom provocador:
— Débora não vai mais trabalhar aqui. Ela se demitiu! Não precisa mais bancar o chefe na frente dela. Débora gosta de ser jornalista, e amanhã mesmo eu posso abrir uma empresa de mídia para ela. Quantas ela quiser!
Thiago escutou as palavras de Augusto e, por um breve momento, um sorriso quase imperceptível surgiu em seus lábios. Mas aquele sorriso não tinha calor algum; era puro sarcasmo.
Ele levantou os olhos para encarar Augusto, e sua voz saiu carregada de ironia:
— Augusto, você não sabe que sua esposa gosta de ser jornalista desde o dia que se casou com ela? Como é que, em quatro anos de casamento, eu nunca vi nem a sombra dessa empresa de mídia que você diz que vai abrir para ela? Ou será que todo o seu dinheiro está sendo investido nas novas produções da Mônica?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...