Eu mal havia dado alguns passos quando ouvi Thiago me chamar:
— Débora, você vai me levar para casa.
Minhas pernas pararam automaticamente. Eu me virei, tentando esconder o desconforto:
— Eu? Mas a Vitória...
Talvez meu tom de recusa tenha sido um pouco óbvio demais, porque Thiago parecia nada contente.
Vitória, sem perder tempo, lançou-me um olhar afiado e rapidamente disse a Thiago:
— Sr. Thiago, eu sou sua secretária. Levar o senhor para casa faz parte das minhas responsabilidades.
Thiago a encarou com frieza antes de responder, com um tom que já começava a gelar o ambiente:
— Suas responsabilidades são definidas por mim. E, além disso, o cheiro do seu perfume está me deixando com dor de cabeça.
Vitória ficou completamente sem graça, sem saber onde enfiar a cara.
Thiago, então, jogou as chaves do carro na minha direção e disse:
— Você vai me levar.
Eu segurei as chaves e percebi que não tinha mais como recusar. Sem escolha, seguimos juntos para o estacionamento.
Eu podia sentir o olhar de Vitória queimando minhas costas, como se quisesse arrancar um pedaço de mim.
No estacionamento, eu fui direto para o lado do motorista e logo entrei no carro. Porém, ao ouvir o som da porta do passageiro se abrindo, fiquei surpresa.
Por um instante, achei que Thiago, como qualquer chefe típico, fosse sentar no banco de trás, me tratando como uma motorista particular.
Thiago, no entanto, parou ao lado da porta aberta e me encarou com uma expressão intrigada.
— Não posso sentar aqui? Está com medo de que eu te morda?
Eu balancei a cabeça rapidamente, tentando me explicar:
— Não… Claro que não. O carro é seu. O senhor pode sentar onde quiser.
Thiago fechou a porta do passageiro sem pressa e, em silêncio, deu a volta para entrar no banco de trás.
Eu senti um certo desconforto no ar, como se ele estivesse levemente irritado. Decidi não dizer mais nada, liguei o carro e saí lentamente do estacionamento.
Pelo retrovisor, vi Thiago recostando-se no banco com os olhos fechados. Seus cílios longos projetavam uma sombra suave sobre o rosto, e sua respiração parecia um pouco mais pesada do que o normal, como se o leve tom de embriaguez o tivesse deixado mais relaxado.
Era tarde da noite... E nós dois sozinhos…
— Não seria muito apropriado, né? Além disso, eu preciso voltar para atualizar meu romance. Meus leitores estão esperando…
Antes que eu pudesse terminar, Thiago segurou meu pulso e, sem cerimônia, me puxou para dentro da casa.
Assim que atravessamos a porta, eu parei no lugar, surpresa com a cena que vi.
No sofá da sala, estava sentada uma menina que parecia ter a mesma idade da Laís.
A garota abraçava um coelhinho de pelúcia, com a cabeça baixa. Seu cabelo caía sobre o rosto, escondendo boa parte de suas feições, e ela estava tão quieta que parecia ser parte da mobília.
Mesmo com nossa entrada, ela não ergueu a cabeça. A presença dela exalava uma solidão que fazia o ambiente parecer ainda mais frio.
Minha mente deu um nó. Eu olhei para Thiago, completamente confusa, e perguntei, gaguejando:
— Sua… Sua filha… Já está tão grande assim?
Não era Thiago o famoso solteiro cobiçado? O “diamante” mais disputado, que nunca tinha se envolvido seriamente com ninguém?
Eu nunca tinha ouvido a Sra. Joana mencionar que Thiago tinha uma filha dessa idade.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...