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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 355

Eu mal havia dado alguns passos quando ouvi Thiago me chamar:

— Débora, você vai me levar para casa.

Minhas pernas pararam automaticamente. Eu me virei, tentando esconder o desconforto:

— Eu? Mas a Vitória...

Talvez meu tom de recusa tenha sido um pouco óbvio demais, porque Thiago parecia nada contente.

Vitória, sem perder tempo, lançou-me um olhar afiado e rapidamente disse a Thiago:

— Sr. Thiago, eu sou sua secretária. Levar o senhor para casa faz parte das minhas responsabilidades.

Thiago a encarou com frieza antes de responder, com um tom que já começava a gelar o ambiente:

— Suas responsabilidades são definidas por mim. E, além disso, o cheiro do seu perfume está me deixando com dor de cabeça.

Vitória ficou completamente sem graça, sem saber onde enfiar a cara.

Thiago, então, jogou as chaves do carro na minha direção e disse:

— Você vai me levar.

Eu segurei as chaves e percebi que não tinha mais como recusar. Sem escolha, seguimos juntos para o estacionamento.

Eu podia sentir o olhar de Vitória queimando minhas costas, como se quisesse arrancar um pedaço de mim.

No estacionamento, eu fui direto para o lado do motorista e logo entrei no carro. Porém, ao ouvir o som da porta do passageiro se abrindo, fiquei surpresa.

Por um instante, achei que Thiago, como qualquer chefe típico, fosse sentar no banco de trás, me tratando como uma motorista particular.

Thiago, no entanto, parou ao lado da porta aberta e me encarou com uma expressão intrigada.

— Não posso sentar aqui? Está com medo de que eu te morda?

Eu balancei a cabeça rapidamente, tentando me explicar:

— Não… Claro que não. O carro é seu. O senhor pode sentar onde quiser.

Thiago fechou a porta do passageiro sem pressa e, em silêncio, deu a volta para entrar no banco de trás.

Eu senti um certo desconforto no ar, como se ele estivesse levemente irritado. Decidi não dizer mais nada, liguei o carro e saí lentamente do estacionamento.

Pelo retrovisor, vi Thiago recostando-se no banco com os olhos fechados. Seus cílios longos projetavam uma sombra suave sobre o rosto, e sua respiração parecia um pouco mais pesada do que o normal, como se o leve tom de embriaguez o tivesse deixado mais relaxado.

Era tarde da noite... E nós dois sozinhos…

— Não seria muito apropriado, né? Além disso, eu preciso voltar para atualizar meu romance. Meus leitores estão esperando…

Antes que eu pudesse terminar, Thiago segurou meu pulso e, sem cerimônia, me puxou para dentro da casa.

Assim que atravessamos a porta, eu parei no lugar, surpresa com a cena que vi.

No sofá da sala, estava sentada uma menina que parecia ter a mesma idade da Laís.

A garota abraçava um coelhinho de pelúcia, com a cabeça baixa. Seu cabelo caía sobre o rosto, escondendo boa parte de suas feições, e ela estava tão quieta que parecia ser parte da mobília.

Mesmo com nossa entrada, ela não ergueu a cabeça. A presença dela exalava uma solidão que fazia o ambiente parecer ainda mais frio.

Minha mente deu um nó. Eu olhei para Thiago, completamente confusa, e perguntei, gaguejando:

— Sua… Sua filha… Já está tão grande assim?

Não era Thiago o famoso solteiro cobiçado? O “diamante” mais disputado, que nunca tinha se envolvido seriamente com ninguém?

Eu nunca tinha ouvido a Sra. Joana mencionar que Thiago tinha uma filha dessa idade.

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