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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 397

— Pai? Mãe? — Olhei para eles, surpresa e feliz. — O que vocês estão fazendo aqui? Entrem, por favor!

Rafaela, sempre muito prestativa, foi correndo buscar chinelos para eles.

Sérgio suspirou enquanto entrava, colocando o casaco no cabide da entrada.

— Como você não quis voltar para casa, tivemos que vir até aqui. Natal só acontece uma vez por ano, e essa data é para estarmos todos juntos, como uma família.

Dizendo isso, ele colocou sobre a mesa uma grande marmita.

— Sua mãe passou a noite preparando essas coisas: peru assado, presunto caramelizado com mel e aquele purê de batatas com creme que você tanto gosta.

Meu coração apertou de culpa, e minha voz saiu embargada:

— Me desculpem… Eu deveria ter ido ver vocês.

Maria segurou minha mão com carinho e deu alguns tapinhas suaves.

— Nós entendemos, filha. Você não quer encontrar seu irmão.

— Nem eu quero! — Sérgio interrompeu, cruzando os braços com uma expressão séria. — Esse ingrato… Para mim, ele nem existe mais.

Olhei para eles, confusa.

— O que aconteceu com ele?

Maria suspirou, com o semblante visivelmente cansado.

— Eu e seu pai estamos tentando ajudar aquele menino a se acertar na vida. Apresentamos várias moças boas para ele, mas ele conseguiu afastar todas. Hoje, no café da manhã, só mencionei o assunto do casamento e ele largou os talheres e saiu da mesa, nos deixando falando sozinhos. Me diz, como ele ficou assim?

Eu quis dizer que qualquer pessoa que tivesse contato com alguém como Mônica acabaria sendo contaminada pelo mau caráter.

Mas, em um dia como hoje, eu preferi deixar de lado esses assuntos desagradáveis.

— Pai, mãe, por que vocês não ficam aqui para o jantar? — Sugeri, tentando mudar o clima. — Esses dias comprei bastante coisa no mercado. A geladeira está cheia.

Maria me olhou com um sorriso melancólico.

— Ainda bem que temos você, filha.

Com isso, todos nos levantamos e começamos a preparar o almoço juntos. Maria olhou para Rafaela com curiosidade e, enquanto lavava alguns legumes, perguntou:

— Débora, de quem é essa menina?

Sérgio, no entanto, parecia estar mais preocupado. Ele franziu a testa e disse com seriedade:

— Débora, escuta bem o que vou te dizer. Você já sofreu muito no passado por causa do Augusto. Aquilo aconteceu porque vocês não tinham a mesma base, não eram do mesmo mundo. Agora, o Thiago… Ele é ainda mais poderoso que o Augusto. Não faça nenhuma besteira, minha filha. Mesmo que você fique sozinha pelo resto da vida, é melhor do que passar por tudo aquilo de novo.

Maria revirou os olhos ao ouvir o comentário e o repreendeu:

— Que besteira, Sérgio! Não é porque um homem foi um canalha que todos serão iguais. Nem todo homem é como o Augusto! Aquele desgraçado só merece alguém como a Mônica. Eles se merecem! A gente cuidou tanto dele, tratamos tão bem esse moleque, e olha só como ele retribuiu. É como se todo o esforço que fizéssemos fosse jogado no lixo!

Ela cruzou os braços, visivelmente irritada.

— Até as comidas que eu fazia para ele foram desperdiçadas.

Afinal, o Augusto sempre adorou a comida da Maria.

A menção ao Augusto trouxe à tona memórias que eu preferia esquecer, mas antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Sérgio voltou a me encarar com seriedade.

— Débora, você já cuidou da papelada do divórcio, né?

Eu abri a boca para responder, mas antes que pudesse, Maria foi mais rápida:

— É claro que ela já cuidou disso!

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