— Pai? Mãe? — Olhei para eles, surpresa e feliz. — O que vocês estão fazendo aqui? Entrem, por favor!
Rafaela, sempre muito prestativa, foi correndo buscar chinelos para eles.
Sérgio suspirou enquanto entrava, colocando o casaco no cabide da entrada.
— Como você não quis voltar para casa, tivemos que vir até aqui. Natal só acontece uma vez por ano, e essa data é para estarmos todos juntos, como uma família.
Dizendo isso, ele colocou sobre a mesa uma grande marmita.
— Sua mãe passou a noite preparando essas coisas: peru assado, presunto caramelizado com mel e aquele purê de batatas com creme que você tanto gosta.
Meu coração apertou de culpa, e minha voz saiu embargada:
— Me desculpem… Eu deveria ter ido ver vocês.
Maria segurou minha mão com carinho e deu alguns tapinhas suaves.
— Nós entendemos, filha. Você não quer encontrar seu irmão.
— Nem eu quero! — Sérgio interrompeu, cruzando os braços com uma expressão séria. — Esse ingrato… Para mim, ele nem existe mais.
Olhei para eles, confusa.
— O que aconteceu com ele?
Maria suspirou, com o semblante visivelmente cansado.
— Eu e seu pai estamos tentando ajudar aquele menino a se acertar na vida. Apresentamos várias moças boas para ele, mas ele conseguiu afastar todas. Hoje, no café da manhã, só mencionei o assunto do casamento e ele largou os talheres e saiu da mesa, nos deixando falando sozinhos. Me diz, como ele ficou assim?
Eu quis dizer que qualquer pessoa que tivesse contato com alguém como Mônica acabaria sendo contaminada pelo mau caráter.
Mas, em um dia como hoje, eu preferi deixar de lado esses assuntos desagradáveis.
— Pai, mãe, por que vocês não ficam aqui para o jantar? — Sugeri, tentando mudar o clima. — Esses dias comprei bastante coisa no mercado. A geladeira está cheia.
Maria me olhou com um sorriso melancólico.
— Ainda bem que temos você, filha.
Com isso, todos nos levantamos e começamos a preparar o almoço juntos. Maria olhou para Rafaela com curiosidade e, enquanto lavava alguns legumes, perguntou:
— Débora, de quem é essa menina?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Eu paguei pra le mais e nao foi liberado...
Poderia ser mais rápido e lançar mais capítulos por dia...
Quando vai lançar capítulos novos?...
Aí cara toda hora uma reviravolta mirabolante. Pelo amor de Deus, isso já deixou de ser um romance ou drama, parece que a autora só quer prender o leitor para lucrar em cima. Parece que toda a cidade odeia a Débora e só meia dúzia de gato pingado gosta da menina de verdade....
É só o meu ou o de vcs também estão faltando algumas falas ?...
Poxa 3 folhas por dia a autora solta 😔 Quem lê 3 folhas de um livro por dia?...
Autora libera esse divorcio logo, mete um litigioso ai, ta chato pra caramba essa briga de divorcio. Tudo vira empecilho entre Debora e Thiago, quando a autora consegue evoluir a relação dos dois, ela recua dois passos para trás....
Eu só espero o dia que Débora e Tiago finalmente ficarão juntos....
Qual é autora, dê um minuto de paz para a Débora, não é possível que um ser humano possa sofrer tanto assim... Não invente o arrependimento de Augusto para ele e Débora ficarem juntos no final, ele não merece, depois de tudo que fez, não merece mesmo!...
Cada reviravolta ferrando com a vida da Débora, sofro um mini infarto. Será que em algum momento o Augusto vai acordar, entender e aceitar que ele está errado? E quando ele vai enxergar quem de fato é a Mônica? Não dá pra entender se ele de fato a ama, ou a amou ou se ele é apenas um doente que acha que pode pegar tudo que quer. Outra coisa, motivo dele ter forjado a morte da própria filha, tirando da mãe e entregando a outra mulher nao teve nenhuma explicação pra isso... Se alguém entendeu me explique... Pq eu não entendi!...