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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 48

Eu me senti um pouco inquieta e perguntei:

— Mãe, você não contou para a Mônica que eu também vou, né?

Maria riu tranquilamente e respondeu:

— Você mesma pediu para eu não falar, então é claro que eu não disse nada.

— Que bom. — Soltei um suspiro de alívio e disse. — Então, na próxima quarta-feira, eu e o Augusto estaremos lá.

Depois de desligar a ligação com Maria, recebi uma chamada do hospital onde minha mãe está internada. Era um aviso sobre o atraso no pagamento do tratamento.

O tratamento anual da minha mãe exigia uma quantia absurda de dinheiro. Antes, era a família Lins quem bancava tudo.

Depois que me casei com Augusto, ele se ofereceu para assumir todas as despesas médicas da minha mãe.

Naquela época, ele fazia questão de estar à frente de tudo, cuidando de cada detalhe por mim.

Mas agora, ele estava passeando com a Mônica e simplesmente esqueceu todas as promessas que tinha me feito.

Eu fiquei segurando o celular, olhando para a tela por um longo tempo, até finalmente decidir ligar para ele.

Quem atendeu foi a Mônica.

— Débora, aconteceu alguma coisa? O Augusto está brincando com a Laís agora e não pode atender.

A voz dela era educada, mas carregava um tom de superioridade, como se eu fosse a terceira pessoa intrometida em seu relacionamento.

Respondi friamente:

— Passe o telefone para ele.

Mônica repetiu, com a mesma tranquilidade:

— Sinto muito, mas o Augusto realmente não pode atender agora. Ele está no brinquedo da montanha-russa com a Laís. Se quiser, pode me dizer o que precisa, e eu passo o recado.

Eu não conseguia me rebaixar a ponto de pedir dinheiro ao Augusto através de uma amante.

Logo depois, ouvi Mônica dizer ao fundo:

— Mãe, é a Débora.

Fiquei surpresa. Não esperava que a relação entre Mônica e minha sogra tivesse avançado tanto, a ponto de ela chamá-la de “mãe” com tanta naturalidade.

— Passe para mim. Essa vadia ainda está atrás do Augusto, achando que ele vai voltar.

Expliquei onde estava minha caixa de joias e pedi que ela levasse todas as joias que o Augusto me deu nas ocasiões especiais para um brechó de luxo.

Natália ficou surpresa e perguntou:

— Vender suas joias? Por quê?

Respondi com indiferença:

— Se nem o marido eu consegui manter, para que eu vou querer essas joias? Venda tudo e use o dinheiro para pagar o tratamento da minha mãe. Isso deve ser suficiente até eu me divorciar do Augusto e receber o que é meu por direito.

Natália parecia contrariada.

— Você não precisa vender suas joias. Se está com problemas de dinheiro, pode pedir para mim. Não precisa chegar a esse ponto.

— Ajuda é para emergências, não para sustentar. Não posso ficar pedindo dinheiro para você toda hora, né? — Sorri para ela e continuei. — Não acho que estou em uma situação tão ruim assim. De qualquer forma, raramente uso essas joias. O Augusto nunca me leva a eventos públicos, e eu quase não vou a festas ou recepções. Então, venda tudo. Eu realmente não preciso delas.

Diante da minha insistência, Natália finalmente concordou e foi até minha casa em Brisa do Mar buscar as joias.

Entre elas, havia um colar de jade lavanda, do tipo mais raro, que Augusto me deu como presente de noivado. Natália me mandou uma foto e perguntou:

— E este aqui? Também quer vender?

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