Fabiana reclamou, com desdém na voz:
— Augusto, o que você pensa que está fazendo? Aquela mulher, a Débora, só sabe te dar problemas! Para que ela serve além disso? E você ainda trata a Mônica desse jeito por causa dela?
Augusto, já no limite da paciência, explodiu:
— A Débora é minha esposa! Sempre foi! Se não fosse por você, que ficou o tempo todo me manipulando, arranjando uma noite comigo e com a Mônica, eu e ela não teríamos chegado a esse ponto sem volta! Agora, você pega a Mônica e sai da minha casa! Saiam as duas!
Mônica nunca tinha visto Augusto, sempre frio e contido, perder o controle daquela maneira. O susto foi tanto que ela não conseguiu dizer mais nada. Fabiana, por sua vez, também ficou paralisada. Ela jamais vira o filho tão fora de si, como se estivesse possuído.
Mas, ao cruzar seu olhar com o de Augusto, cheio de ódio e uma raiva contida, Fabiana percebeu que não tinha escolha. Ele não estava brincando.
— Vamos embora, Mônica. Vamos dar um tempo para ele esfriar a cabeça. Ele vai acabar pensando com clareza.
Mônica, apesar de relutante, não se atreveu a desafiar Augusto naquele momento. Seguiu Fabiana imediatamente.
De qualquer forma, Débora estava em Valoria. Em um lugar como aquele, ela jamais conseguiria voltar.
E, mesmo que voltasse, Mônica não acreditava que Augusto seria capaz de aceitar uma mulher que, segundo ela, tinha sido usada e desonrada.
Para Mônica, o título de “senhora Moretti” era apenas uma questão de tempo. Ela podia esperar.
Depois que as duas foram embora, Augusto dispensou todos os empregados da casa, incluindo Felipe.
Ele ficou sozinho na sala, encostado no sofá. Seus joelhos, inflamados e em carne viva, já estavam começando a infeccionar. Ele tinha febre alta, mas parecia não se importar.
Por mais dor que sentisse, ele sabia que nunca seria maior do que a dor que Débora havia suportado.
…
Na Cidade J.
Era o terceiro dia que Thiago me levava para conhecer a Cidade J.
Desde as ruas antigas ao amanhecer até as margens do rio ao entardecer, nós tínhamos praticamente explorado cada canto daquela cidade.
Eu estava de pé junto ao muro de um castelo antigo. Levantei a mão para ajeitar os cabelos bagunçados pelo vento e me virei para Thiago com um sorriso:
— Tirar uma foto aqui deve ficar lindo!
Thiago, que segurava a câmera, hesitou por um segundo. Ele olhou para mim, e seu olhar suavizou de forma quase imperceptível. Até sua voz saiu mais leve:
Eu respondi:
— É minha primeira vez aqui. A Cidade J é linda, e a comida típica é muito especial.
O repórter, ainda sorrindo, comentou:
— Vocês formam um casal lindo, combinam muito bem. São namorados ou já estão casados?
Ao ouvir isso, meu coração deu um leve salto, e eu não pude evitar de olhar para Thiago de relance.
Thiago pensou por um momento e respondeu, com a expressão tranquila:
— Somos amigos.
Aquelas duas palavras caíram suavemente, mas despertaram em mim uma leve sensação de vazio.
Rapidamente, eu me recompus. Afinal, eu ainda não tinha me divorciado. Thiago provavelmente queria evitar criar problemas para mim ou atrair julgamentos para ele mesmo.
Eu engoli aquela pequena decepção e forcei um sorriso para acompanhar a conversa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...