— Naquela época, eu tinha só dezesseis anos. Tive que abandonar os estudos e sair para trabalhar. Entrei no mundo do entretenimento como assistente, fazendo os trabalhos mais pesados, recebendo o menor salário e sem nunca sequer ter a chance de conseguir um papel pequeno.
Enquanto falava, Nina esboçou um sorriso muito sutil, quase imperceptível, e continuou:
— Até que, aos dezoito anos, eu conheci o Lorenzo em uma festa. Ele tinha vinte e nove. Era o centro das atenções, com aquele jeito arrogante, mas elegante. E, por algum motivo, ele veio até mim. Disse que me achava interessante.
Ela suspirou e murmurou:
— Se eu sou azarada? Provavelmente. Mas, se pensar bem, talvez também tenha tido sorte.
Nina passou os dedos finos pelos cantos dos olhos, limpando as lágrimas que insistiam em cair, e me disse com um tom de autodeboche:
— Na época, meu pai estava internado no hospital, e os cobradores nos perseguiam sem dó. Você acredita que eu fui tão idiota a ponto de perguntar diretamente para ele se eu podia me vender por quinhentos mil?
Ela riu, mas eu senti vontade de chorar. Meu peito apertou, sufocado por uma tristeza que parecia não caber em mim.
Nina continuou, como se estivesse falando consigo mesma:
— Eu sabia que ele era muito mais velho que eu, que podia ser meu tio. Mas eu não tinha escolha. Eu tinha que sobreviver. E também queria que meus pais sobrevivessem. Além disso, ainda precisávamos lutar por justiça para minha irmã. Encontrar aquele desgraçado que destruiu a vida dela.
Não consegui me segurar e perguntei:
— O Lorenzo era casado na época?
Ela assentiu com a cabeça e respondeu:
— Sim. Eu sou muito sem vergonha, não é? Ele mesmo me disse que já era casado e me pediu para pensar bem. Mas, naquele momento, eu só disse a ele que, se ele pudesse me dar uma vida tranquila, eu faria tudo o que ele quisesse. O que eu não esperava era que ele me desse muito mais do que uma vida tranquila. Tudo… Menos um casamento.
Quanto mais ela falava, mais pesado eu me sentia. Respirei fundo e tirei um lenço de papel da bolsa, entregando-o a ela.
— Desculpe. Acabei tocando num assunto que te machuca.
— Não tem problema, já passou. — Disse Nina, balançando a cabeça. Depois, ela me olhou com um sorriso fraco e completou. — É por isso, Débora, que você não deve me perguntar por que eu não o deixei. Desde o dia em que vendi a mim mesma para ele, eu perdi o direito de dizer “não”. Além disso… Ele realmente me trata bem. E, como ele é tão próximo do Sr. Thiago, eu ainda tenho esperança de pedir ajuda ao Sr. Thiago para investigar o caso da minha irmã. O homem que destruiu minha irmã e o bebê dela deve pagar pelo que fez. Ela não pode ter morrido em vão.
Eu perguntei:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
A história de Débora e Thiago é um passo pra frente e 10 pra trás...
Mulheeeer, desenrola essa história por favor. Mais de 600 capítulos e a história segue girando e não sai do lugar…...
Cara, sinceramente... Estava amando a história... Mas a autora está enchendo muito linguiça... Uma história ficando sem fim e perdendo a essência... Está ficando longa demais, perdendo sentido e deixando a plataforma desacreditada. Último livro que leio....
Nao gasto nem mais 1€ com este livro...
A autora quer deixar augusto de bonzinho, mas não dá, ele é muito sem futuro....
A história fica meio enrolada,Mônica teve uma filha com o irmão da Débora,e Autora deixa a história no ar. Alice aparece e desaparece sem ter nenhuma fala dela Mae da Débora viva ,como assim? Quem realmente é a filha da Débora e Augusto, lais ou Rafaela? Que história mais enrolada....
esse livro esta parecendo mas uma história de tortura do que de romance, essa pobre da Débora não tem um minuto de sossego...
Tá bom de liberar mas episódios e manda augusto pra porra affff e desenrola Thiago e Débora...
AUTORA SOMOS UMA PIADA PARA VOCÊ? 🤡 Alguém demite essa mulher! QUE PALHAÇADA VIROU ESSE LIVRO. Anda 10 passos, volta 9🤡...
Nossa , ela vai voltar com o Augusto de novo .. nossa que chatisse tá virando isso...