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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 489

Mônica estava cheia de ódio, mas Augusto não deu a ela nenhuma chance de discutir ou de obter uma resposta, seja positiva ou negativa. Assim que Ana terminou de acompanhar Fabiana até a porta, ele também pediu que Mônica fosse embora.

Depois, Augusto pegou o celular e ligou para Felipe.

— Reserve uma passagem para Cidade J. Eu vou buscar Débora pessoalmente.

Felipe hesitou por um momento antes de tentar persuadi-lo:

— Augusto, o médico disse que, se você não descansar direito, pode acabar com uma pneumonia. Por que você não me deixa buscar a Sra. Moretti? Qual é a localização dela em Cidade J?

— Eu vou pessoalmente. — A voz de Augusto era firme, deixando claro que não aceitaria objeções. — Apenas reserve a passagem.

Depois de encerrar a ligação com Felipe, ele fez outra chamada, dessa vez para um amigo em Cidade J.

Embora ele não tivesse contatos em Valoria quando Débora foi sequestrada, em Cidade J a história era diferente. Ele ainda tinha muitas conexões por lá, então descobrir a localização exata de Débora não seria uma tarefa difícil.

Não demorou muito para que o amigo retornasse com informações.

Débora, aparentemente, não só havia passado os últimos dias passeando pelas ruas e pontos turísticos de Cidade J com Thiago, como também estava hospedada na mansão dele na cidade. Em outras palavras, eles estavam morando juntos...

O coração de Augusto apertou. Era uma dor surda e incômoda, como se alguém o tivesse golpeado diretamente no peito. No fundo, ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, Thiago encontraria uma brecha para se aproximar dela.

Ele tentou, repetidamente, convencer a si mesmo de que não podia culpar Débora. No fim das contas, Thiago era um homem solteiro, bem-sucedido, que sabia como conquistar mulheres. Quem sabe quantas ele já havia seduzido antes? Thiago havia a bombardeado com gentilezas e atenção, enquanto ele, Augusto, só a havia magoado. Débora se perder por um momento era compreensível.

Mais tarde, o amigo ligou novamente para Augusto e informou que Débora e Thiago já haviam embarcado em um voo de volta para Cidade H.

Augusto pediu o horário exato da chegada do avião.

Então, ele saiu da cama. Com os joelhos ainda machucados e sem estar completamente recuperado, ele mancava até o banheiro.

Ele queria tomar um banho, fazer a barba e vestir aquele terno que Débora mais gostava. Augusto queria estar impecável para receber sua esposa de volta em casa.

Augusto olhava para o relógio com frequência. Cada minuto parecia se arrastar como uma eternidade. Ele só queria ver Débora o mais rápido possível.

De repente, ele se perdeu em pensamentos. As lembranças do passado voltaram como uma tempestade.

Nos primeiros anos de casamento, ele saía de casa cedo e voltava tarde, sempre distraído com Alice, a mulher que jamais havia deixado seu coração completamente. Nesses dias, ele havia deixado Débora sozinha, negligenciada.

Será que, naquela época, Débora também ficava assim, esperando por ele? Sozinha em uma casa vazia, vivendo dias que pareciam intermináveis?

Sem perceber, Augusto abriu o celular e entrou na conversa com Débora. Ele começou a rolar as mensagens antigas, aquelas de muito tempo atrás.

Ele se lembrou de quando Débora acreditava que havia dado à luz um bebê morto. Ela chorava todos os dias, inconsolável. E ele, impaciente, havia dito que não queria voltar para casa e vê-la com aquele rosto de tristeza, sempre presa à dor.

Débora, então, engolira toda a mágoa e começara a fingir que estava bem. Ela passava os dias se esforçando para parecer feliz e cheia de energia. Mandava fotos se exercitando, vídeos de suas tentativas de aprender a cozinhar ou assando bolos. Ela fazia o possível para mostrar a ele que estava se recuperando, com medo de que ele se cansasse dela.

E ele? Ele raramente respondia. Quando respondia, era com um simples “hum”.

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