Às vezes, Débora preparava uma refeição e, animada, perguntava a ele quando iria voltar para casa.
Ele, conciso como sempre, respondia apenas:
[Estou ocupado.]
Agora, finalmente, Augusto entendia o que Débora sentia naquela época. Ele compreendia o vazio, o esforço para agradá-lo, e a dor de nunca ter uma resposta calorosa.
O peito de Augusto parecia sufocar, como se o ar tivesse desaparecido. Uma sensação esmagadora o fazia perder o fôlego. Ele imediatamente fechou a janela da conversa no celular, sem coragem de continuar lendo.
Se insistisse em continuar, só veria sua própria frieza, sua indiferença, empurrando Débora para longe, como se a estivesse ferindo aos poucos, golpe após golpe.
Até que, um dia, o mundo de Débora deixou de girar em torno dele.
Foi nesse momento que, em meio à multidão, ele finalmente viu a mulher que não saía de seus pensamentos.
Mesmo vestindo um simples cardigã bege e uma calça jeans, ela conseguia brilhar. Ele a identificou imediatamente.
Mas, no segundo seguinte, a luz em seus olhos se apagou.
Débora não estava sozinha. Ao lado dela estava aquele homem que ele tanto desprezava: Thiago. Sempre tão próximo, sempre tão presente.
Débora e Thiago claramente não tinham percebido sua presença. Ela andava ao lado dele, com a cabeça levemente erguida, falando com entusiasmo, os lábios curvados em um sorriso radiante.
Thiago, por outro lado, falava pouco, mas respondia com delicadeza sempre que ela fazia uma pausa. Seus olhos estavam fixos no rosto dela, carregados de um carinho evidente. De vez em quando, ele inclinava a cabeça em um gesto gentil de concordância, como se cada palavra dela fosse preciosa.
O coração de Augusto parecia ser perfurado por centenas de agulhas, uma dor fina e constante.
Ele respirou fundo e repetiu para si mesmo: Thiago era o salvador de Débora. Ela só estava retribuindo com gratidão, nada mais.
Engolindo a amargura que subia pela garganta, ele apertou o buquê de rosas contra o peito e começou a caminhar lentamente em direção aos dois.
— Débora. — Ele chamou, sua voz carregada de emoção, com um leve tremor que mal conseguia esconder.
Débora parou bruscamente. O sorriso desapareceu de seu rosto em um instante, congelando tudo ao redor.
Quando ela finalmente viu quem a chamava, deu dois passos para trás instintivamente. Seus olhos, antes brilhantes, agora estavam cheios de desconfiança. E, para piorar, havia algo mais: uma sombra de repulsa.
Sem esperar por qualquer resposta, Thiago segurou a mão de Débora e, sem cerimônia, começou a andar com ela em direção à saída, contornando Augusto como se ele fosse um obstáculo qualquer.
Débora não hesitou, não parou e sequer olhou para trás.
Augusto tentou segui-los, mas seus joelhos ainda machucados começaram a latejar com uma dor insuportável. Cada passo era um tormento, mas ele não desistiu.
Quando finalmente conseguiu alcançá-los, já era tarde demais. Débora havia entrado no carro de Thiago, e a porta foi fechada.
Ele ficou parado, impotente, enquanto assistia o carro preto desaparecer na estrada, levando com ele a mulher que ele tanto amava.
As rosas que ele segurava ainda estavam frescas, com pequenas gotas de água nas pétalas. Augusto, sem forças, simplesmente as deixou cair no chão. O buquê se desfez, e as pétalas se espalharam, como se refletissem o que ele sentia por dentro.
...
Thiago, preocupado que Augusto pudesse aparecer na porta da minha casa, decidiu me levar diretamente para a mansão da família Ribeiro.
Além disso, Rafaela e Laís estavam sendo cuidadas por Joana durante todo esse tempo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...