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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 55

Diante das provocações de Cláudio, eu retruquei, irritada:

— Isso não é da sua conta. Eu vim procurar o Dr. Matias.

— O Dr. Matias está ocupado. Tem vários pacientes na sala de espera. — Respondeu Cláudio, ainda me segurando e apontando para o interior do consultório, onde realmente havia cerca de dez pacientes esperando.

Eu entreguei o crachá de Matias para a enfermeira que estava na porta do consultório e me preparei para ir embora.

Foi então que alguém saiu de dentro do consultório e me chamou com uma voz suave:

— Débora?

— Tia Glória?

Eu não esperava ver Glória, a mãe de Cláudio, de volta ao país.

Anos atrás, quando o pai de Augusto brigava com Fabiana pelo divórcio, o avô de Augusto se opôs veementemente. No fim, o pai de Augusto abriu mão do direito à herança e prometeu morar para sempre no exterior, eliminando qualquer possibilidade de Cláudio disputar os bens com Augusto no futuro. Só assim o divórcio foi aprovado.

Mas, na verdade, o pai de Augusto já não voltava para casa havia muito tempo. Ele estava morando com Glória, sua amante, desde então.

Por lógica, Glória deveria ser tão desprezível quanto Mônica, mas, curiosamente, nunca consegui odiá-la.

Sempre que Cláudio me provocava, era Glória quem ia até a escola para fazê-lo pedir desculpas. Ela até me dava presentes para me confortar. Com o tempo, embora eu detestasse Cláudio, nunca rejeitei Glória.

Glória se aproximou e me segurou pelo outro lado, enquanto dizia, com sua habitual doçura:

— Quanto tempo, Débora. Eu tenho tido muitas dores de cabeça ultimamente. Ouvi dizer que o Dr. Matias é renomado tanto aqui quanto no exterior, então voltei ao país para consultá-lo.

Ela olhou para o meu pé com um olhar preocupado e perguntou:

— Você está machucada e andando sozinha por aí? Não tem ninguém para cuidar de você?

Antes que eu pudesse responder, Cláudio soltou uma provocação:

— Agora a Débora está com o rosto mais branco que um fantasma e o pé todo torto. Com o Augusto sendo tão exigente, duvido que ele ainda olhe para você. Com certeza ele está por aí com alguma amante!

— Cláudio! — Glória o repreendeu gentilmente. — Que absurdo você está dizendo? Peça desculpas à Débora agora.

As palavras de Glória me trouxeram uma nostalgia estranha. Eram exatamente as mesmas que eu ouvia quando era criança.

Mas desta vez, eu respondi:

— Não precisa pedir desculpas. Ele está certo.

Glória e Cláudio ficaram visivelmente desconcertados.

Eu continuei:

— Tia Glória, eu já vou indo. Se tivermos outra oportunidade, nos veremos de novo.

Glória insistiu:

— Deixe o Cláudio te levar para quarto. Assim eu fico mais tranquila.

Eu estava prestes a recusar, mas, de repente, Cláudio me pegou no colo e disse para Glória:

— Fica tranquila, mãe! Vou garantir que ela chegue bem.

No meio de tantas pessoas, eu fiquei sem graça de discutir com ele como costumava fazer no passado.

A enfermeira respondeu:

— Há uma criança que precisa de transfusão. O tipo sanguíneo da Débora é o único compatível.

Cláudio franziu a testa e disse:

— Débora, eu lembro que você tinha anemia desde criança. Ele manda você doar sangue, e você simplesmente faz? Se ele pedir para você pular pela janela, você pula? Débora, você ama o Augusto a ponto de não ter mais limites? Está se destruindo por ele?

Meu coração se apertou. A vida realmente era imprevisível.

No passado, toda vez que eu chorava por causa das brincadeiras de mau gosto de Cláudio, era Augusto quem me defendia e me consolava.

Agora, quem queria acabar comigo era Augusto, enquanto Cláudio, ironicamente, se tornava minha voz de defesa.

A enfermeira insistiu:

— Débora, se você não for logo, o Augusto ficará impaciente.

Cláudio respondeu com um tom frio:

— Se está impaciente, que espere! Ela não vai a lugar nenhum.

Ele então puxou a cadeira de rodas das mãos da enfermeira e a empurrou para fora do quarto, junto com ela.

Depois que ficamos sozinhos, Cláudio disse, com um tom mais sério:

— O Augusto enlouqueceu? Ele manda a esposa anêmica doar sangue para outra pessoa?

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