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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 57

Ele estava meio recostado na minha cama, inclinou-se para tocar minha testa e perguntou:

— Está se sentindo melhor agora?

Eu o encarei, lutando contra o ardor em meus olhos.

Aquele rosto finalmente se sobrepunha à última imagem do meu sonho: já não era mais o Augusto que eu conhecia.

Talvez porque ele tenha percebido o brilho de lágrimas que ameaçavam escapar dos meus olhos, Augusto falou com uma suavidade incomum:

— Eu sei que desta vez você sofreu muito. Vou contar para Laís que foi você quem a salvou.

Eu curvei os lábios num sorriso de escárnio e perguntei:

— Isso importa?

O olhar profundo e intenso dele encontrou o meu. Augusto respondeu, palavra por palavra:

— Importa.

Eu não entendia o que havia de tão importante nisso. Eu quase morri várias vezes por causa das transfusões para salvar Laís. E tudo isso era para ganhar um simples agradecimento?

Mas eu ainda estava sendo boa demais ao pensar em Laís, a filha de Augusto e Mônica. No fim das contas, o sangue que doei nesses últimos dias não valia nem um “obrigada” dela.

Quando Mônica soube que eu tinha acordado, ela trouxe Laís até o meu quarto.

Augusto, ao saber da visita, imediatamente se levantou da cama e arrumou as roupas, como se o que houvesse entre nós fosse algo proibido, um caso clandestino que não podia vir à luz.

Mônica trouxe Laís até mim e, com sua habitual postura de mulher sensata e educada, disse diante de Augusto:

— Augusto, eu trouxe a Laís para agradecer à Débora. Ela é a salvadora da Laís, a segunda mãe dela.

Augusto pareceu satisfeito com a atitude de Mônica e assentiu, esperando que Laís dissesse algo em agradecimento.

Mas, para surpresa de todos, a menina me olhou como se eu fosse sua pior inimiga e disparou:

— Por que eu deveria agradecer a ela? Quando eu estava doente, foi a mamãe que cuidou de mim, contou histórias para mim e me colocou para dormir. O que essa mulher má tem a ver com isso? Eu não quero agradecer a ela!

— Laís, o que eu te ensinei? — Mônica perguntou com uma voz que soava preocupada, fingindo “educar” a filha. — Eu não disse que devemos ser gratas às pessoas que nos ajudam?

Ele se abaixou, olhou para a filha com carinho e respondeu em um tom gentil:

— Querida, volte com a mamãe para o quarto. Eu já vou ficar com vocês, está bem?

Só então Laís, contrariada, seguiu Mônica para fora do quarto.

Depois que elas saíram, Augusto me olhou e disse:

— Não culpe a Laís. Ela ainda é apenas uma criança. Não entende as coisas direito. Eu vou ensinar isso a ela com o tempo.

Ah, essa frase de novo! Sempre diziam que ela era apenas uma criança!

Mas crianças dessa idade entendiam muito bem as coisas, principalmente como lutar pelos interesses delas e das mães.

Na verdade, eu estava tão cansada dessa família que nem tinha mais energia para discutir ou brigar. Só queria que eles desaparecessem da minha vista, para que eu pudesse ter um pouco de paz.

Ignorando o que ele havia dito, perguntei com frieza:

— Agora que sua filha não precisa mais do meu sangue, você pode devolver meu celular?

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